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sexta-feira, 5 de junho de 2026
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Franqueada do Burger King entra em recuperação judicial nos EUA com dívida de R$ 199 milhões

A rede de fast-food Burger King enfrenta novos desafios nos Estados Unidos após uma de suas principais franqueadas, a Consolidated Burger Holdings (CBH), entrar com pedido de recuperação judicial. A empresa, responsável pela operação de 57 unidades nos estados da Flórida e Geórgia, acumula uma dívida estimada em US$ 37 milhões — o equivalente a R$ 199 milhões.

O pedido foi formalizado em abril, com base no Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, mecanismo que permite a reorganização financeira da empresa. Com isso, a CBH poderá renegociar débitos e revisar contratos enquanto mantém as lojas em funcionamento — ao contrário da falência definitiva, que resulta na liquidação total dos ativos.

Entre os principais credores está a própria Burger King Corporation, que tem a receber cerca de US$ 2,4 milhões (R$ 12,9 milhões) da franqueada. Apesar do cenário delicado, as unidades permanecem abertas, embora exista o risco de fechamento caso o financiamento emergencial não seja aprovado.

Segundo informações da imprensa americana, a CBH atribui a crise ao aumento nos custos de operação, à falta de mão de obra e à inflação registrada após a pandemia. O diretor de reestruturação da companhia, Joseph J. Luzinski, afirmou que a combinação desses fatores comprometeu a capacidade de cumprir metas financeiras e manter a rentabilidade de parte das lojas.

“Embora alguns restaurantes tenham continuado lucrativos, outros passaram a operar com prejuízo, dificultando o cumprimento das obrigações financeiras”, destacou Luzinski em documento judicial.

A situação não é isolada. Desde 2023, outras três franqueadas da rede — Meridian Restaurants Unlimited, Toms Kings e Premier Kings, que juntas administravam 378 unidades — também recorreram à recuperação judicial.

Em meio às dificuldades, o Burger King Corporation afirmou que está revendo sua estratégia de negócios e deve transferir operações para grandes franqueados considerados mais sólidos financeiramente.

“O sistema Burger King está mais forte hoje por causa do foco em grandes operadores, comprometidos em investir no longo prazo em seus restaurantes e equipes”, declarou um porta-voz da empresa ao New York Post.

“Isso significa que um pequeno número de franqueados que não estão mais investindo em seus restaurantes deixará o sistema. Estamos trabalhando rapidamente para transferir essas unidades para operadores de alto desempenho”, concluiu.

Apesar da repercussão, a recuperação judicial da CBH não deve impactar as operações do Burger King no Brasil, que seguem funcionando normalmente.