
Uma intensa chuva que caiu sobre a cidade de Boca do Acre nas últimas horas desta segunda-feira (26), provocou mais uma vez inundações no Platô do Piquiá. Com os bueiros completamente obstruídos, a água acumulou-se rapidamente, invadindo casas e comércios, causando transtornos para os moradores.
Em um curto intervalo de menos de meia hora, a região registrou um volume de chuva surpreendente, atingindo a marca de 95,4 milímetros, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A rapidez com que a água se acumulou evidenciou a falta de infraestrutura adequada para lidar com eventos climáticos extremos.
Moradores e comerciantes, mais uma vez, foram pegos de surpresa e registraram a invasão das águas, clamando por socorro às autoridades locais. Infelizmente, a situação está se tornando rotineira, causando prejuízos materiais e emocionais à população do Platô do Piquiá, que sempre foi considerado o porto seguro.
O salão da Oni, que já havia sido vítima de alagamento em ocasiões anteriores, mais uma vez enfrentou as consequências do descaso estrutural. O Jornal Opinião percorreu as principais ruas da cidade alta, testemunhando o sofrimento das pessoas que precisavam se deslocar em meio a ruas esburacadas, correndo o risco de quedas e acidentes mais graves.
A situação se agravou ao ponto de afetar diretamente a educação na região. A escola estadual Coronel José Assunção e a escola municipal Nilce Avilar suspenderam as aulas, isso porque as ruas no entorno ficaram completamente alagadas.
O Platô do Piquiá, originalmente planejado para livrar a população de Boca do Acre das enchentes dos rios Acre e Purus, agora enfrenta contradições que revelam o descaso do poder público. A falta de investimentos em infraestrutura adequada e a negligência na manutenção dos sistemas de drenagem contribuem diretamente para a recorrência desses problemas.


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