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sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Fim da escala 6×1 avança na Câmara e mobiliza articulação no Senado, dizem Janones e Erika Hilton

A votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1 movimentou a Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (27), em Brasília. A medida, que reduz a jornada máxima semanal de trabalho para 40 horas e amplia o período de descanso dos trabalhadores, ganhou apoio de parlamentares que classificaram o momento como histórico para as relações trabalhistas no país.

Durante a sessão, os deputados federais André Janones e Erika Hilton comentaram o avanço da proposta e defenderam a continuidade da articulação política para garantir a aprovação do texto no Senado Federal.

Janones afirma que votação representa marco histórico

Ao falar sobre a aprovação da proposta na Câmara, André Janones afirmou que a discussão representa um dos momentos mais importantes do Congresso Nacional nas últimas décadas.

Segundo o parlamentar, a mudança atende uma demanda crescente da população por melhores condições de trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e preservação da saúde física e mental dos trabalhadores.

Janones também criticou parlamentares da oposição que tentaram apresentar mudanças no texto durante a votação. De acordo com ele, a intenção seria dificultar ou atrasar o avanço da proposta no plenário.

O deputado ainda destacou que o debate sobre a redução da jornada ganhou força principalmente após mobilizações populares e campanhas nas redes sociais que pressionaram o Congresso Nacional a discutir o tema.

Erika Hilton mira nova etapa no Senado

Autora da PEC 8/2025, a deputada Erika Hilton afirmou que o foco agora passa a ser a construção de apoio político no Senado Federal.

A parlamentar disse que a expectativa é iniciar imediatamente as conversas com senadores para garantir que a proposta avance também na outra Casa legislativa sem perder os principais pontos aprovados pela Câmara.

Erika Hilton se tornou uma das principais vozes em defesa da mudança na jornada de trabalho e argumenta que a atual escala 6×1 afeta diretamente a qualidade de vida de milhões de brasileiros.

Segundo ela, a proposta busca equilibrar produtividade, descanso e dignidade no ambiente de trabalho.

O que prevê a proposta aprovada na Câmara

O texto aprovado estabelece que a jornada máxima de trabalho no Brasil passe a ser de 40 horas semanais, mantendo o limite de oito horas diárias.

A proposta também amplia o descanso semanal remunerado, garantindo dois dias de folga aos trabalhadores, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Outro ponto mantido no parecer é a proibição de redução salarial. O texto deixa claro que a diminuição da carga horária não poderá resultar em perda de salários ou redução de pisos já existentes.

A implementação deverá ocorrer de forma gradual. Inicialmente, a jornada semanal seria reduzida para 42 horas até alcançar o limite definitivo de 40 horas.

Debate divide opiniões no Congresso

Enquanto parlamentares favoráveis afirmam que jornadas mais equilibradas podem aumentar a produtividade e reduzir afastamentos relacionados ao esgotamento físico e mental, setores empresariais demonstram preocupação com os impactos econômicos da mudança.

O texto ainda prevê que futuras regulamentações possam criar regras transitórias para microempresas, pequenas empresas e microempreendedores individuais, com o objetivo de reduzir os impactos da adaptação.

Após a aprovação na Câmara, a proposta segue agora para análise do Senado Federal, onde precisará passar por novas votações antes de ser promulgada.