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domingo, 5 de julho de 2026
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Fechamento do “Beco da Kaibu” gera polêmica e revolta entre moradores em Boca do Acre

Uma antiga discussão voltou a ganhar força nos últimos dias em Boca do Acre e tem provocado indignação entre moradores que utilizam há décadas o conhecido “Beco da Kaibu”. A passagem é usada há mais de 50 anos como um atalho para quem precisa se deslocar da Rua João Gabriel até a Avenida Amazonas, reduzindo significativamente o trajeto de pedestres.

Nos últimos dias, o acesso ao local foi fechado pelo proprietário de um estabelecimento comercial situado na área, o que gerou reclamações de moradores que dependem da passagem no dia a dia.

Comerciante alega problemas de segurança

Segundo relatos, o comerciante decidiu bloquear o acesso ao beco após afirmar que o local estaria sendo utilizado por usuários de drogas e para outras práticas consideradas inadequadas, o que estaria causando problemas de segurança na região.

Ele também afirma que a área onde está localizada a passagem teria sido cedida a ele durante a gestão da ex-prefeita Dorinha, o que justificaria a decisão de controlar o acesso ao espaço.

Moradores contestam fechamento

Moradores da região, no entanto, contestam a medida. Segundo eles, quando a área foi repassada ao comerciante, teria sido firmado um compromisso de que a passagem continuaria livre para uso da população.

Com o bloqueio do local, pessoas que utilizam o atalho há muitos anos afirmam estar sendo prejudicadas, já que agora precisam fazer caminhos mais longos para chegar ao destino.

Debate sobre direito de passagem

A situação gerou repercussão nas redes sociais e também nas ruas da cidade, com moradores discutindo o tema e cobrando esclarecimentos sobre a situação da área.

O caso reacende a discussão sobre o direito de passagem e o uso de espaços que, apesar de estarem ligados a propriedades privadas, são tradicionalmente utilizados pela comunidade há décadas.

Moradores defendem que a questão seja analisada pelas autoridades para encontrar uma solução que considere tanto a segurança do local quanto o direito de circulação da população.