Rio Branco
25°C
sexta-feira, 26 de junho de 2026
11:22

Fazendo as pazes com o masculino

Fazendo as pazes com o masculino

É muito engraçado na altura do campeonato descobrir que eu e boa parte das mulheres rompemos com a energia masculina e, consequente, com os homens.

Muito embora eu tivesse passado a vida toda me dedicando a buscar a companhia do sexo masculino, subjugando-me as suas vontades e abraçando o vitimismo para chamar a atenção, no fundo, no fundo, eu queria mesmo era colocá-lo de baixo dos meus pés.

Tudo girava em torno de comportamentos que eu adotava para que os homens fizessem o que eu queria.

Dava uma de vítima, fazendo-me de coitadinha e sofredora para ter atenção e o que eu desejasse, e quando isso não funcionava eu me desestruturava ainda mais, chegando inclusive a perder completamente a minha personalidade.

É difícil perceber isso porque boa parte desse desejo de dominar está lá no nosso inconsciente.

Agimos assim sem perceber!

Há muito tempo nós, mulheres, nos submetemos ao patriarcado (sistema de regras e de comportamentos) onde tivemos que deixar de lado a nossa essência para atender os “anseios” sociais, invertendo completamente os papéis do feminino e do masculino.

Passamos a nutrir uma raiva inconsciente de todos aqueles que representavam esse movimento patriarcal: os homens.

Em virtude disso passamos a nos relacionar através das nossas dores e não pela afinidade que tínhamos por nossos parceiros.

Buscávamos o carinho, o afeto e a atenção do pai ou da mãe que não tivemos e isso tudo gerava uma grande confusão porque não os encontrávamos.

E isso se dava porque nos nossos companheiros também havia a mesma dor, vinda desse sistema que não os permitiam exercer o seu SENTIR.

Era dor com dor, gerando briga, desentendimento, sofrimento, traumas e muita, mas muita revolta.

Nos relacionávamos (homens e mulheres) como verdadeiros inimigos. Já começávamos cheios de argumentos de defesa e de ataque, mas nuca abertos para sabermos realmente uns dos outros.

Ninguém nunca parava para saber qual era a dor do outro, o que fazia ele agir desse jeito, que criação foi a que ele teve, o que levou ele adotar comportamentos desequilibrados.

Sempre foi uma verdadeira guerra por atenção, comando e razão!

Só nos limitávamos a dizer que homem era tudo igual e que mulher era tudo louca.

Isso tudo me fez pensar muito.

E cheguei na conclusão de que não quero mais brigar.

Quero construir e não mais colocar de lado quando algo na relação me desagrada.

Hoje, com meu namorado, sento para conversar e saber dele e ele de mim.

Não é fácil desconstruir um sistema, onde as mentes estão muito corrompidas pela dor e pela vaidade, mas sigo com ele tentando reverter essa situação.

Quero construir relações reais, onde eu possa me expressar, mas também dar voz a quem está comigo; onde eu tenha liberdade de ser e aceitar a liberdade dele também; de ver a minha dor e não colocá-la acima da dor dele.

ISSO NÃO É FÁCIL, mas confesso que é completamente POSSÍVEL.

Estamos nos desconstruindo na relação, para nós construímos em união, cumplicidade e companheirismo.

Então, para tudo isso, eu decreto:

EU ACEITO A ENERGIA MASCULINA QUE HABITA EM MIM E NO OUTRO

EU ACEITO OS TEMPOS DE PAZ, ONDE SÓ A ESSÊNCIA DO QUE SOMOS TERÁ VEZ

EU ME COLOCO À DISPOSIÇÃO PARA RESOLVER OS CONFLITOS SEM GUERRA.

EU ACEITO A MINHA LIBERDADE E PERMITO QUE QUEM COMIGO ESTEJA TAMBÉM SEJA LIVRE.

PORQUE ASSIM É!


perfilHeloisa Tainah Mourão – Orientadora e influenciadora holística da Casa Instante e do Centro de Resgate do Ser – A Casinha e idealizadora da página @mulheres_xamanicas