Rio Branco
21°C
terça-feira, 7 de julho de 2026
06:12

Familiares de Cauane Araújo, morta durante uma operação do BOPE, fazem protesto

Nesta terça-feira, 14, fez exatamente um ano que a criança Maria Cauane perdeu sua vida durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).  Em 2018, um tiroteio na Rua Rio Grande do Sul, no bairro do Preventório, tirou a vida de três pessoas, dois homens e da pequena Cauane.

A família e alguns amigos organizaram um protesto em frente ao quartel da Polícia Militar, na praça da Revolução para chamar a atenção das autoridades e para pedir a punição dos responsáveis pela morte da criança.

“Nossa intenção é abrir os olhos da justiça e exigir a prisão dos cinco policiais que participaram da ação, estamos pedindo justiça, porque eles não podiam ter entrado da forma que entraram, ali moram famílias também e tinham muitas pessoas na rua”, relata o pai José Carlos da Silva.

A assessoria de comunicação da PM informou que não vai se manifestar sobre o caso que já está sob responsabilidade da Justiça. O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) também disse que não se pronunciou sobre o caso.

O CASO

Uma disputa por território entre duas facções deixou três pessoas mortas, dois homens não identificados e uma criança identificada por Maria Cauane Araújo da Silva, de 11 anos. O tiroteio ocorreu em Rio Branco, e só veio terminar com a intervenção do BOPE.

De acordo com informações da polícia, a região era dominada pela facção do Bonde dos 13, e a facção Comando Vermelho teria tomado a área recentemente. Inconformados com a posse da facção rival, os integrantes do Bonde dos 13, no final da tarde, chegaram de barco pelo rio Acre e subiram o morro e começaram o tiroteio.

Policiais do Bope foram acionados para intervir no confronto entre as facções. Ao chegar ao local os agentes foram recebidos a tiros. No confronto, Maria Cauane, que estava jantando na dentro de sua casa, foi atingida por uma bala perdida no peito, que acertou seu coração. (Com informações Folha do Acre)