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domingo, 9 de agosto de 2026
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Expectativas não são positivas para o coronavírus no Brasil


GUILHERME LIMES


Desde a última terça-feira, 17, com a confirmação dos primeiros casos confirmados do COVID-19, novo coronavírus, na capital acreana, o Governo e a Prefeitura estão andando unidos no combate e prevenção à pandemia que vem tomando de conta de todo território nacional e internacional.


O primeiro caso de coronavírus que surgiu no mundo, eclodiu ainda em novembro de 2019, na China. Chamado de “paciente zero” pelos cientistas chineses, o infectado ainda é uma incógnita nas buscas pelo seu paradeiro. A hipótese apontada pelos estudiosos é que ele teria contraído o vírus após ter comido um morcego. Antes o vírus, desconhecido, era tratado como um tipo de pneumonia viral.


A população acreana até o momento conta com a confirmação de 17 pessoas infectadas pelo vírus. Não é constatada que a transmissão no Acre tenha ocorrido por infecção comunitária, e sim, por infecção importada. A principal diferença entre ambos os meios transmissivos se dá pelo conhecimento do paciente ao saber por quem foi infectado, além do local.


O especialista em saúde, mestrando em ciência e biomédico, Leandro Cavalcante Santos, 24 anos, não acredita que Brasil terá boas perspectivas em relação à pandemia. Segundo ele, a tendência é apenas piorar, caso os brasileiros não se previnam de maneira mais abrupta.


“Acredito muito que os casos irão aumentar gradativamente, é estatística, não há como negar, principalmente num país no qual o presidente trata o COVID-19 como uma ‘gripezinha’, e se contradiz nós próprios atos. Pois num dia fala para população ficar em casa, e no outro cumprimenta todos, sem qualquer responsabilidade. Estamos passando por um momento jamais visto em nosso território acreano. Uma pandemia chegar até nós! Mas precisamos nos manter calmos e atentos, sempre evitando sair de casa, lavar com muita frequência as mãos com água e sabão, dando preferência ao álcool em gel na concentração de 70%, pois os líquidos são mais voláteis, então evaporam mais rapidamente, perdendo assim sua capacidade”.


E acrescentou: “até o momento, o governador do Estado tem acertado nas medidas preventivas, com decretos no intuito de diminuir a circulação de pessoas, e, consequentemente, a circulação do vírus. Vamos torcer para não nos transformarmos em uma Itália. Não somos um país preparado economicamente, possuímos poucos leitos, menos ainda para os casos graves que precisam de ventilação mecânica, além da falta de EPIs para os profissionais de saúde”.


A assistente social, Cláudia Janaína Ribeiro de Lima, 43 anos, também acredita que postos e estabelecimentos de saúde do país não estão com capacidade de atender e amparar todos os cidadãos. E aconselha que as pessoas sigam as campanhas de prevenção adotadas pelo governo.


“Não acredito que a saúde pública brasileira esteja preparada para atender esta pandemia. A minha expectativa é que com essas medidas de prevenção, as pessoas possam segui-las para que isso não se alastre, a ponto de corrermos os mesmos riscos que os europeus estão enfrentando. Algo que já está fugindo até mesmo do controle. Então, minha esperança é que realmente tudo possa amenizar. Mas infelizmente tenho que ser clara, que Brasil não está preparado para isto.”, aponta.


Disse mais: “por mais que seja uma doença com a taxa de mortalidade próxima a 5% (especialmente idosos e pessoas com problemas crônicos), esta é extremamente transmissível. Com isso, é importante que as pessoas permaneçam em casa. Cerca de 30% dos casos são assintomáticos, mas isso não o impossibilita de transmitir para os demais. Precisamos nos unir, é um momento de cautela e atenção”.


O Brasil já contabiliza, incluindo os dados de secretarias estaduais de Saúde, 1.629 infectados em todos os Estados do Brasil. Com o registro de 25 mortes no país pelo vírus.