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O ex-presidente dos Correios, Heglehyschynton Valério Marçal, afirmou que a estatal pode acumular um rombo superior a R$ 50 bilhões nos próximos três anos, caso seja mantida a atual condução administrativa. As declarações foram feitas em entrevista na qual ele atribui a piora dos resultados a decisões que, segundo ele, aumentaram despesas trabalhistas e afetaram a capacidade financeira da empresa.
Marçal comandou a estatal durante o período de transição entre os governos de 2022 e 2023. Ele afirma que deixou os Correios com caixa positivo e declara que as mudanças adotadas após sua saída levaram à deterioração do balanço. Segundo o ex-dirigente, houve politização na escolha de cargos estratégicos e flexibilização de critérios técnicos para nomeações.
Ele também critica acordos judiciais firmados pela gestão posterior, os quais, na avaliação dele, teriam elevado de forma significativa o custo com pessoal e ampliado o passivo trabalhista. Outro ponto citado é o plano de saúde dos funcionários, que, segundo Marçal, acumula insatisfações e pode gerar novas ações judiciais.
O ex-presidente afirma ainda que a crise pode levar a um impacto direto sobre as contas públicas, já que a estatal depende de apoio financeiro do Tesouro. Para ele, uma eventual privatização seria a saída para garantir sustentabilidade, embora reconheça que o atual nível de endividamento reduz o interesse do mercado.
Marçal sustenta que os Correios chegaram a registrar lucros durante sua gestão e diz lamentar o cenário atual. Ele defende maior rigor na governança e afirma que decisões administrativas devem priorizar a saúde financeira da empresa.
Os Correios não comentaram as declarações até a publicação deste texto.
Com informaçoes NDMais


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