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quinta-feira, 25 de junho de 2026
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Ex-BBB Nego Di é condenado a mais de 14 anos de prisão por estelionato e fraude em rifas

O influenciador digital e humorista Dilson Alves da Silva, conhecido nacionalmente como Nego Di, foi condenado a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso. A decisão representa mais um desdobramento das investigações que envolvem o ex-participante do Big Brother Brasil.

Além dessa condenação, Nego Di também foi sentenciado em outro processo a um ano e 15 dias de prisão em regime semiaberto por promover loterias e rifas sem autorização legal entre novembro de 2022 e maio de 2024.

Esposa também foi condenada

A sentença também atingiu Gabriela Vicente de Sousa, esposa do influenciador, condenada a 8 anos e 4 meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro.

Apesar das condenações, ambos permanecem em liberdade enquanto aguardam os desdobramentos dos processos e eventuais recursos na Justiça.

Rifas prometiam Porsche e prêmios em dinheiro

De acordo com a investigação, as campanhas promovidas por Nego Di ofereciam prêmios de alto valor para atrair participantes, incluindo um Porsche Macan avaliado em aproximadamente R$ 500 mil e premiações em dinheiro que faziam o valor total anunciado chegar a cerca de R$ 650 mil.

Segundo o Ministério Público, as rifas eram realizadas sem autorização legal, configurando irregularidades que deram origem ao processo criminal.

PIX falso durante campanha solidária

Outro ponto destacado na investigação envolve a utilização de um comprovante falso de transferência via PIX durante uma campanha de arrecadação destinada às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Conforme a acusação, um comprovante teria sido adulterado para indicar uma doação de R$ 1 milhão, quando o valor efetivamente transferido seria de apenas R$ 100.

Outros processos

O nome de Nego Di já havia sido alvo de outra investigação em 2024, quando foi preso preventivamente em Florianópolis, sob suspeita de envolvimento em irregularidades relacionadas a uma loja virtual que teria causado prejuízos a mais de 370 consumidores.

Na ocasião, o influenciador conseguiu responder ao processo em liberdade após obter habeas corpus.

Com as novas condenações, a Justiça reforça a responsabilização do humorista pelos crimes investigados, embora a execução definitiva das penas ainda dependa do andamento dos recursos previstos na legislação.