
Uma prática ilegal, preocupante e imunda vem chamando a atenção: os abates clandestinos de gado e o descarte irregular de ossadas nas margens das estradas. Esse fenômeno, que já era motivo de apreensão, intensificou-se nos últimos meses, trazendo consigo consequências ambientais e de saúde pública.
Até recentemente, os restos de animais eram despejados no km 05 da BR-317, porém, com a intensificação da fiscalização e a pressão da Vigilância Sanitária Municipal, o modus operandi dos responsáveis por essa prática ilegal mudou. Agora, a ossada dos bois é encontrada no início da estrada do Monte, revelando uma adaptabilidade perigosa desses abatedouros clandestinos às ações fiscalizatórias.
Quem entra no Projeto de Assentamento de Monte, se depara com uma imagem inimaginável, que demonstra a falta de controle com essas atividades que trazem danos diversos. Os ossos estão espalhados pela margem da vicinal, além disso, o fedor toma conta e incomoda quem passa por lá.
A mudança de local de descarte levanta questões sobre a capacidade de controle e fiscalização por parte das autoridades locais. Segundo informações da Vigilância Sanitária Municipal, a responsabilidade principal de monitorar e controlar essas práticas ilegais recai sobre a ADAF – Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas.
Não é de se admirar que a estrada do Monte tenha passado a servir e local de despejo de resíduos de animais e lixo em geral. Até o lixão, que fica também nessa mesma estrada, é normal ver móveis, plásticos, vidros, ferro, jogados na margem da via.


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