Uma estagiária do Fórum de Tangará da Serra, no Mato Grosso, foi presa em flagrante sob suspeita de participar de um esquema de estelionato que movimentava valores obtidos por meio de golpes bancários. Apesar de receber uma bolsa de aproximadamente R$ 2 mil, Lília Grazielly Correia da Silva, de 20 anos, mantinha um padrão de vida considerado incompatível com sua renda, incluindo carros de luxo, aparelhos eletrônicos de última geração e motocicleta de alto valor.
Lília, estudante de Direito, foi detida ao lado do namorado, Mauro Henrique Santos Vilela, de 21 anos. Segundo a Polícia Civil, o casal enviava links fraudulentos pelo WhatsApp para acessar ilegalmente contas de vítimas e desviar dinheiro para contas controladas pelo grupo.
Investigação identificou veículos, eletrônicos e itens de alto valor
O comportamento ostentado pela jovem levantou suspeitas dos investigadores, que identificaram a presença de um Toyota Corolla, um Ford Fusion, além de iPhones novos e uma motocicleta de grande porte na residência onde ela vivia. Todos os bens estavam em nome da estagiária ou em uso frequente pelo casal.
No cumprimento do mandado de busca, foram apreendidos seis celulares, um notebook, diversos chips telefônicos e dinheiro em espécie. Minutos antes da chegada dos agentes, Lília e Mauro ainda teriam enviado novas mensagens para possíveis vítimas.
Grupo estruturado atuava com divisão de tarefas
As apurações indicam que os dois faziam parte de uma organização com funções distribuídas entre os integrantes. Conversas encontradas em dispositivos apreendidos revelam que eles coordenavam atividades, repassavam instruções a comparsas e estabeleciam regras internas, incluindo punições e recompensas conforme o desempenho de cada participante.
A Polícia Civil informou que Mauro possui histórico criminal por tráfico de drogas e atuava diretamente na execução das fraudes digitais.



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