A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma representação no Ministério Público Federal pedindo a investigação da plataforma X, controlada por Elon Musk, por supostas falhas de moderação ligadas à criação de imagens sexualizadas envolvendo mulheres, crianças e adolescentes por meio da ferramenta de inteligência artificial Grok.
Segundo o documento, o chatbot teria gerado deepfakes com conteúdo erótico de pessoas reais, sem consentimento, incluindo material que caracteriza exploração sexual infantil. A parlamentar afirma ainda que a plataforma não teria removido adequadamente conteúdos abusivos nem impedido usuários de solicitar imagens ilegais.
Hilton pede a instauração de inquérito e defende que o Grok seja suspenso temporariamente no Brasil, caso o MPF entenda haver risco de continuidade das violações, com aplicação de multa diária em caso de descumprimento.
Ela sustenta que a ferramenta permitiria a alteração digital de fotografias, incluindo a inserção de elementos de conotação sexual, o que pode configurar crimes previstos na legislação brasileira.
A deputada também cita que o próprio sistema de IA reconheceu publicamente ter gerado material sexualizado envolvendo menores, classificando o episódio como uma falha de segurança. Para Hilton, o reconhecimento reforça a necessidade de medidas urgentes de controle e responsabilidade da plataforma.
A representação solicita ainda que o X adote mecanismos preventivos e de moderação eficazes para impedir a criação e circulação de conteúdos abusivos.
Veja o post:
🚨 Estou denunciando a inteligência artificial "Grok" e a rede social X ao Ministério Público Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados.
O motivo? Ambas estão gerando, e publicando abertamente, imagens eróticas de mulheres e CRIANÇAS reais, sem consentimento algum.…
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 4, 2026


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