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domingo, 5 de julho de 2026
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Entenda o ‘cancelamento parcial’ do Enem 2025 após suspeita de vazamento

O presidente do Inep, Manuel Palacios, explicou por que o instituto decidiu anular apenas três questões do Enem 2025, mesmo após a divulgação de material semelhante por um estudante que oferecia mentorias. A medida, classificada pelo órgão como “cancelamento parcial”, foi adotada como providência emergencial diante das primeiras denúncias e, segundo o Inep, não será ampliada.

Por que só três questões foram anuladas

Palacios afirmou que a anulação imediata ocorreu por precaução, antes que se tivesse clareza sobre o alcance do suposto vazamento. Posteriormente, análises técnicas indicaram semelhanças entre outros itens divulgados e questões do exame, mas não a identidade absoluta dos enunciados. Segundo o Inep, nenhuma pergunta idêntica ao material divulgado pelo estudante foi identificada.

Avaliando o impacto

O instituto sustenta que a eventual memorização parcial de questões pré-testadas é estatisticamente irrelevante diante do conjunto de itens usados na preparação dos candidatos. Em nota, o Inep afirmou que a “avaliação técnica” concluiu que as divulgações parciais não comprometem a integridade global da prova e, por esse motivo, não há perspectiva de novas anulações.

O caso e as evidências apontadas

Reportagens identificaram que, além das três questões inicialmente anuladas, ao menos outras perguntas com alto grau de semelhança haviam sido compartilhadas meses antes em grupos e mentorias vinculadas ao estudante Edcley Teixeira. Em mensagens e gravações, foram apontados enunciados de matemática e probabilidade cujo formato e resultados coincidiram com questões aplicadas no exame.

Em entrevista, Edcley afirmou que observou uso de itens de premiações acadêmicas como base de pré-testes do Enem e que passou a reunir e comercializar esse acervo em aulas e mentorias. Segundo relatos, universitários teriam recebido incentivos para participar de pré-testes e, eventualmente, memorizarem questões.

Posição do Inep e próximos passos

O Inep reforçou que a anulação das três questões foi medida emergencial e que, após nova avaliação técnica, não há indicação para ampliar o cancelamento. O instituto disse ainda que os exames seguem válidos em sua totalidade, exceto pelas três perguntas anuladas.

Autoridades responsáveis pela investigação do suposto esquema de vazamento e comercialização de itens pretestados ainda apuram responsabilidades e a extensão das divulgações. Candidatos e universidades aguardam orientações formais sobre eventuais repercussões administrativas ou judiciais.