Em assembleia os sindicatos da saúde definem ações

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), Spate e Sindiconam, realizou uma assembleia geral no auditório do Conselho Regional de Enfermagem, Coren/AC. Cerca de 300 servidores participaram da reunião. Uma agenda foi deliberada pela categoria para tratar das negociações com a equipe de governo de Gladson Cameli.

A luta para efetivação dos servidores do Pró-saúde continua. O embate ocorre desde a gestão passada, quando o SINTESAC tenta um acordo com o governo. Um estudo de viabilidade econômica foi feito pelos sindicatos e encaminhado ao executivo. A solução para evitar as demissões era transformar a fundação paraestatal de direito privado, criada em 2008, em autarquia. Além dessa regularização, há a necessidade de reintegrar os servidores que já foram demitidos do Pró-saúde.

O atual governador utilizou essa pauta de regularização como uma de suas bandeiras de campanha, mas o fato não se concretizou até o momento. Os sindicatos não foram convidados para uma conversa. Vale lembrar que, de acordo com o que foi apurado por esse estudo, os servidores do pró-saúde gerariam um impacto somente de 0,3% do orçamento geral do estado.

“Esse valor não vai quebrar o estado do Acre. O impacto na folha seria de 1,8%. Com a reforma administrativa realizada por Gladson Cameli, a economia anual é de R$ 100 milhões. Os servidores do Pró-Saúde precisariam apenas de 4 milhões de reais. Ou seja, daria para manter esse pessoal”, pontuou presidente do Sintesac, Adailton Cruz, em sua fala de abertura na assembleia.

O mês de março ficou marcado para iniciar as demissões. Por isso, os sindicatos querem uma resposta emergencial para evitar que mais de mil famílias fiquem desempregadas injustamente, mesmo após concurso público. “Não há mais o que esperar, precisamos de uma decisão”, afirmou Cruz.

Ficou decido que representantes da Procuradoria Geral do Estado, Casa Civil, Secretaria da Fazenda e Secretaria da Saúde recebam os sindicalistas na próxima segunda-feira, 18, para uma reunião na Casa Civil, a partir de 14h. Todos os servidores pretendem acompanhar essa reunião.

“O governo já sinalizou que vai nos receber, porque eles sabem a nossa força. Mas para isso, é necessário que todos participem das reuniões e pautas do movimento a partir de agora”, orientou Rosa Nogueira, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Acre (Spate/AC).

Na assembleia também ficou decidido que será realizada a primeira manifestação pública desse ano, no centro da cidade, a partir de 8h de terça-feira, 19. Todos os servidores foram convocados para um ato público, a fim de chamar a atenção das autoridades e resolver, efetivamente e definitivamente, a situação do Pró-saúde.