
Uma torrente de água desabou sobre Boca do Acre, com duração de aproximadamente dez horas, deixando a cidade em estado caótico, principalmente no Platô do Piquiá, que foi a área mais afetada. O acumulado impressionante foi de 214,6 milímetros de chuva, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), através da Estação de Superfície Automática, situada na Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A chuva, que iniciou na tarde de quarta-feira (3), por volta das 17 horas, não dava sinais de que mais tarde se tornaria intensa, contínua e demorada, como exatamente aconteceu. A precipitação foi noite adentro, percorreu a madrugada e parou a poucas horas do Sol nascer.
Muitas famílias passaram a madrugada tentando salvar os pertences. Pessoas choravam, reclamavam do poder público, filmavam a situação caótica que se abateu sobre o Platô do Piquiá. Segundo o relato de moradores mais antigos, uma torrente desta natureza nunca havia sido registrada na cidade administrativa.
Este volume representa surpreendentes 77,4% de toda a média de chuvas prevista para o mês de janeiro, que é de 277 milímetros. O episódio meteorológico gerou transtornos significativos em diversas áreas do município.
Os moradores de Boca do Acre foram surpreendidos pela intensidade das chuvas, que ultrapassaram amplamente as expectativas para o período. A precipitação intensa resultou em inundações e danos materiais em alguns pontos da cidade.
Na zona rural, as estradas vicinais foram tomadas por enxurradas, e a população enfrentou desafios para se deslocar devido às condições adversas nas vias urbanas e rurais.
O registro de 214,6 milímetros em pouco mais de dez horas representa um fenômeno raro para a região, onde a média histórica de chuvas em janeiro não costuma atingir patamares tão elevados.


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