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sexta-feira, 5 de junho de 2026
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Eliane Sinhasique é contra Projeto de Lei da Terceirização

Eliane Sinhasique é contra Projeto de Lei da Terceirização

A deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB) usou as redes sociais e a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), na manhã desta terça-feira (28), para se posicionar contrária ao Projeto de Lei da Terceirização, de autoria do Governo Federal.

“A terceirização não é um bom negócio para o trabalhador. Sim, eu sou divergente! No que for bom para o nosso país, para o nosso povo, estarei ao lado do nosso Governo mas, como membro da executiva nacional (do PMDB), não posso me furtar de emitir a minha opinião”, declarou.

Sinhasique lembra que muitos trabalhadores terceirizados não recebem seus salários em dia. “Somos procurados todos os dias por inúmeros trabalhadores terceirizados que reclamam do atraso nos seus salários e que também não tem FGTS e INSS descontados”.

Além disso, segundo a parlamentar, as empresas de Terceirização fecham “da noite para o dia”. “Quem não lembra dos trabalhadores da Oca que ficaram sem receber porque a empresa faliu e o dono sumiu sem pagar ninguém?”.

A parlamentar diz não entender a oposição dos governistas estaduais ao projeto, já que o Acre é o “berço da terceirização”. “O Acre terceiriza muito. Grande parte de quem trabalha na Fundação Hospitalar de Rio Branco, na Educação, na Segurança, são terceirizados. E o Pró-Saúde é uma das maiores prova disso. Como podem ser contra a terceirização?”, questionou.

Para Eliane, a terceirização é a solução encontrada para os Governos se livrarem da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que o município só pode gastar 50% do que arrecada com a folha de pagamento. Como o Estado vive no limite da responsabilidade fiscal, contrata-se dessa forma”.

Durante o seu discurso, a deputada deixou claro que sempre foi contra a proposta. “Não é porque o PMDB está propondo que eu vou concordar. Eu tenho coerência. Pode ser o meu presidente que está tentando viabilizar essa proposta, mas eu não vou defender. Se exploração sexual é crime, exploração da mão de obra trabalhadora também é”.