Rio Branco
27°C
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
20:09

Efeito colateral

Efeito colateral

domingo passado (26 de março), eu tive o prazer de jantar, no mercado do Mucuripe, em Fortaleza, com um amigo de longas datas e ex-companheiro de trabalho no serviço público federal. Pedro Azevedo é o nome do dito cujo, craque de dominó e adepto do futebol acreano antigo.

E então, como ambos somos saudosistas da bola, naturalmente o principal tema da nossa conversa foi o clássico “naquele tempo”. Muitas das histórias lembradas eram do nosso domínio comum. Muitas outras, porém, um de nós sabia e o outro não. Aí, fomos completando memórias!

“Cracaços” como Bico-Bico, Escapulário, Dadão, Touca, Jangito, Espanhol, Pedro Feitosa, Mozarino, Aldemir Lopes, Eró, Palheta, Bolinha, Guedes, Chico Alab, Zé Augusto (goleiro)… E outros nomes sem a mesma intimidade com a bola foram, em algum momento, lembrados na conversa.

Lá pelas tantas, porém, pra além das peripécias dos fabulosos jogadores que pontificaram no futebol acreano, lembramos uma prática comum a boa parte deles, que os fez padecer de graves problemas de saúde depois de abandonarem os gramados: o uso do medicamento glucoenergan.

O remédio glucoenergan era um injetável, aplicado direto na veia do de quem se prestava a tomar. Desenvolvido na década de 1960, destinado, principalmente, a agir como supressor do apetite e como suplemento vitamínico, a droga proporcionava doses extras de energia aos usuários.

Como quase ninguém ligava muito para a preparação física, mas queria apresentar bom desempenho atlético, a ideia era apelar para o glucoenergan alguns minutos antes dos jogos. Simples, fácil e sem muitos custos. O “Gluco”, como carinhosamente o chamavam, operava milagres!

Tudo parecia perfeito. Ninguém poderia imaginar que no futuro quase todos os usuários do glucoenergan se veriam às voltas com o flagelo da Hepatite C. Muitos, a essa altura do tempo, já perderam a batalha pela vida. Outros seguem por aí numa dura rotina de pacientes transplantados.

De acordo com especialistas no assunto, o problema nem era o medicamento, mas a forma como este era ministrado. É que não se usava seringas descartáveis. E, assim, a mesma agulha passava de braço em braço. Um portador de hepatite, portanto, contaminava os demais usuários.

No final da nossa conversa, eu e o Pedro tentamos fazer uma lista de ex-jogadores do futebol acreano que foram vítimas da Hepatite C. Lembramo-nos de vários. O efeito colateral do “Gluco” foi fatal para muitos. Mas isso não aconteceu só no Acre, viu? A prática era nacional!

PalacebetjojobetjojobetganobetpadişahbetEn İyi ve Güvenilir Lisanslı Bahis Siteleribahis güvenilir bahis siteleriEn İyi ve Güvenilir Lisanslı Bahis SitelerijojobetGrandPashabet Güncel girişgrandpashabet güncel girişgrandpashabet girişGrandpashabetslot siteleriEn İyi ve Güvenilir Lisanslı Bahis Sitelerigüvenilir bahis sitelerijojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetjojobetjojobet girişjojobet güncel girişjojobetjojobet girişjojobet güncel girişGrandpashabetGrandpashabetjojobetjojobet girişjojobetjojobet girişjojobetkumar siteleritürkiye nin en iyi yasal bahis sitesijojobetjojobet girişjojobet güncel girişjojobetjojobet girişjojobet güncel girişjojobetjojobet girişjojobetjojobet giriş