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domingo, 5 de julho de 2026
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Educação não entra em sintonia com governo e segue em greve

“Imagine que situação escabrosa, a Socorro Neri sendo da educação e fazer parte desse absurdo, rançoso isso”, foi o que disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento,  sobre o posicionamento da secretaria de educação, e consequentemente da então secretária, Socorro Neri, em relação às reivindicações feitas.

A fala foi motivada pela proposta apresentada aos professores pelo governo, em relação às reivindicações que a categoria vem fazendo durante a greve, que segue sem previsão de encerramento.

Os principais pontos debatidos pelo Sinteac são a reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (PCCR) e a realização de concurso público estadual, como também a Prestação de conta da Secretaria Estadual de Educação e a adesão do piso nacional para os professores, que é de R$3.800 para 40 horas.

Entretanto, a contraproposta não chegou nem perto do que foi pedido pelo Sinteac, já que o oferecido pelo estado foi um reajuste de 33,24%, que equipara o salário com o piso nacional, além de um benefício de R$420, referente a alimentação, para servidores ativos. Um benefício geral também vai ser distribuído, no valor de 5,42%.

Esta proposta foi entregue ao sindicato no dia 11 de março, mas a categoria rejeitou, e continuou em negociações, que não apresentaram resultados favoráveis aos professores, que recorreram à ajuda dos parlamentares, no dia 22. Na ocasião, foi entregue uma proposta de reestruturação da carreira, que não foi aceito por não atender aos pedidos.

Rosana falou um pouco sobre como foi apresentada essa proposta. “Disseram assim: ‘essa é nossa proposta, se quiserem fiquem com isso e se estão achando ruim procure a Justiça’. O tratamento tem sido esse, a gente vai persistir para ver se avançamos com os deputados. A greve continua, vamos continuar de plantão na Aleac, não dar ouvido à secretária que tem convocado nossa catetoria”, relatou.