Rio Branco
25°C
quinta-feira, 2 de julho de 2026
21:57

Do forno à mesa: profissionais comemoram Dia do Panificador com orgulho e trabalho

Até chegar ao forno industrial, a gás ou elétrico, e ir até a mesa das famílias, o processo de preparação de um dos alimentos mais consumidos pelo brasileiro, é longo. A rotina dos profissionais especializados na preparação do produto não é fácil, entram cedo no trabalho e quando é preciso ficam além do horário para que não falte o pão quentinho aos clientes. Não diferente de outros, os profissionais comemoram o Dia do Panificador com orgulho e trabalho.

Celebrado nesta segunda-feira, 8, o Dia do Panificador lembra que os profissionais do ramo são essenciais na rotina de quem não vive sem o alimento, seja no café da manhã, lanches ou até mesmo no jantar. Panificador há 12 anos, Vanclesio Souza de Oliveira trabalha em uma tradicional padaria do bairro Morada do Sol de domingo a domingo. Ele fala que apesar da rotina pesada, chega a fazer 1000 pães por dia, e se sente gratificado em atuar na área que sempre quis.

“A gente não tem dia santo, feriado e nem horário, tem que estar preparado para tudo. A gente não pode deixar os clientes na mão porque o nosso trabalho é voltado para eles. Entro às 16h e saio 1h, já deixo a massa preparada no início da tarde para ela ser assada a partir das 4h. Iniciei como aprendiz aqui na padaria e fui aprendendo na prática e conforme o tempo foi passando fui evoluindo. Comecei tirando folga de outros padeiros e hoje faço parte do quadro”, relembra Souza.

Ele explica que para entregar um pão que agrade o gosto dos clientes ele é feito de forma artesanal, sem uso de conservantes e outros produtos do tipo. Depois da preparação da massa e batê-la por 25 minutos na máquina, o tempo é necessário para que ela atinja o ponto de véu, ela é cortada em partes iguais e fica descansando por nove horas. Além da fermentação, o tempo é necessário para evitar possíveis reações químicas que podem alterar o sabor do produto comercializado no local.

Tantos anos de profissão fizeram com que Oliveira repassasse os conhecimentos para outras pessoas que se aventuraram no ramo. Geciel Silva de Almeida, que também atua na mesma padaria no Morada do Sol, é um dos que aprenderam as técnicas com Oliveira. Ele conta que além de produzir pão, também confecciona bolos, salgados de forno, bolachas e outros produtos. A paixão pela panificaria veio ainda na infância, quando ele começou a trabalhar no ramo com o pai.

“Estou há 15 anos nesse ramo e comecei na informalidade com o meu pai. Depois aprendi ainda mais quando passei para o mercado formal. Geralmente entro às 6h e neste mês que estou tirando as férias de um colega saio às 18h. É um privilégio ver que nosso produto é procurado por pessoas de outros bairros porque mostra que é de qualidade. Amo trabalhar com isso e mesmo tendo muitas pessoas que não reconhecem, eu me dedico para sempre fazer algo de qualidade”, finaliza Almeida.

Os dois panificadores comemoram a data dedicada a eles e comentam que sempre estarão empenhados para desenvolver os serviços na área que eles escolheram. “Eu não largaria minha profissão por nada, é gratificante saber que o nosso pão é referência na cidade e muitas pessoas saem de outros bairros para procurar”, enfatiza Silva. Já para Almeida desenvolver um trabalho de qualidade é uma vontade constante. “Se algum dia meu filho quiser fazer a mesma coisa, ficarei muito feliz”, finaliza.