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domingo, 5 de julho de 2026
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Dívida da Prefeitura de Boca do Acre com a Amazonas Energia já é de 18 milhões de reais

Prefeito de Boca do Acre precisará renegociar ou enfrentar graves consequências devido à inadimplência herdada da gestão anterior

A nova gestão municipal de Boca do Acre, sob o comando de Frank Barros, inicia seus trabalhos com um desafio gigantesco: uma dívida superior a R$ 18 milhões com a concessionária Amazonas Energia. O passivo acumulado se deve à política de inadimplência adotada pelo ex-prefeito Zeca Cruz, que durante todo o seu mandato optou por não pagar as contas de eletricidade de diversos prédios públicos municipais.

A postura adotada por Zeca Cruz gerou uma série de impasses com a empresa fornecedora de energia, resultando em episódios como o bloqueio de repasses destinados à iluminação pública e cortes no fornecimento de eletricidade em prédios da administração municipal.

A crise da energia em Boca do Acre não é recente. A dívida teve início ainda na gestão do ex-prefeito Iran Lima, que ao deixar o cargo em 2016, legou um débito de aproximadamente R$ 1,5 milhão. No entanto, em vez de buscar uma solução, Zeca Cruz decidiu ignorar a existência do passivo e seguiu com a mesma estratégia de não realizar os pagamentos, agravando exponencialmente a situação financeira da prefeitura.

Durante os quatro anos de seu governo, Zeca Cruz enfrentou polêmicas constantes com a Amazonas Energia. Eventos tradicionais da cidade, como a Expoboca e o Festival de Praia, chegaram a correr o risco de não acontecer devido à inadimplência da gestão municipal. A concessionária também ameaçou medidas mais drásticas para forçar o pagamento das faturas em aberto.

Agora, Frank Barros se vê diante de uma encruzilhada: renegociar a dívida e iniciar um plano de pagamento ou seguir o caminho de seu antecessor, empurrando o problema para frente e lidando com as consequências da inadimplência. Caso opte pelo parcelamento, a prefeitura terá que realocar recursos significativos do orçamento para cobrir a dívida, impactando possíveis investimentos em áreas essenciais, como educação, saúde e infraestrutura.

A população de Boca do Acre aguarda ansiosa para saber qual será a decisão do novo prefeito. Enquanto isso, a herança de décadas de gestão irresponsável pesa como uma sombra sobre a nova administração, que precisará de estratégias inteligentes para evitar que o município mergulhe ainda mais em problemas financeiros.