Rio Branco
22°C
quinta-feira, 2 de julho de 2026
03:22

DISPUTA ACIRRADA EM 2020

A pesquisa realizada pela Real Time Big Data, – encomendada pela TV Gazeta (Rede Record) -, só corroborou as teses até aqui levantadas quanto à disputa do próximo ano a prefeitura de Rio Branco. Não será uma eleição fácil de ser vencida. A prefeita Socorro Neri (PSB) e o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara (PSDB) aparecem bem avaliados. Um lidera a pesquisa espontânea, outro a estimulada. Ter máquina pública ao seu lado dá certa vantagem para a socialista. E olha que a prefeita nem confirmou que disputará a reeleição. Nesse ponto há que se destacar o resultado da pesquisa quanto a sua gestão. Cerca de 75% dos riobranquenses consideram ótima, boa ou regular. Isso não pode ser ignorado, pois sinaliza que suas ações, desde que assumiu o comando do município, surtem efeitos. Ela tem sido considerada um exemplo na condução dos recursos municipais. Na parte operativa já saiu do atoleiro da rejeição que tinha no início do ano por conta dos buracos nas ruas da cidade. Está com várias frentes de obras desde o começo do verão. Fez certo ao não optar por um trabalho porco no inverno para se livrar das críticas. Nesta batida da gestão vai se credenciando para disputar a reeleição. Ainda assim não se pode subestimar os adversários. E digo isso não somente em referência Kinpara, nesse jogo tem outros nomes fortes como Roberto Duarte (MDB), Vanda Milani (SD), Emerson Jarude (sem partido). O processo eleitoral de 2020 promete ser um dos mais acirrados dos últimos tempos, até mesmo do que o do ano passado.

DILEMA

O grande dilema de Socorro Neri, caso decida brigar pela reeleição, será qual grupo fechará aliança. Se junta às figuras carimbadas que foram destroçadas nas urnas na eleição passada pode não lhe ser benéfico. Se disputar a reeleição deve avaliar bem as alianças.

EMPOLGADO I

O vereador Emerson Jarude (sem partido) comemorou nas redes sociais o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Real Time Big Data. Ele apareceu com 5% das intenções de voto à Prefeitura de Rio Branco nas eleições do ano que vem.

EMPOLGADO II

A empolgação se deve ao fato de até o momento nunca ter se declarado como pretenso candidato ao cargo, apesar dos inúmeros rumores. “Surpreendentemente sem me declarar candidato, ou sequer possuir um partido”, escreveu Jarude em sua página oficial.

NÃO CONFIAM NELE

O governador Gladson Cameli (PP) deveria olhar com mais atenção o resultado dessa pesquisa. O índice de aprovação popular continua bom, porém, o que me chamou mesmo a atenção foi o de confiabilidade. Cerca de 43% dos riobranquenses não confiam na gestão do progressista.

EMPATE TÉCNICO

A pesquisa mostrou que a população da Capital está bem dividida quanto ao governador. Praticamente um empate técnico, tendo em vista que 42% apontam que confiam.

NÃO SOUBERAM RESPONDER

No que diz respeito a disputa ao Executivo Municipal, na pesquisa espontânea, chama a atenção o número de pessoas que não souberam responder, cerca de 63%. É muita gente indecisa.

TENSO

O próximo um ano será tenso aos pretensos candidatos.

NÃO FAÇA O QUE FAÇO

Leio que a oposição na Aleac disse que vai usar o Regimento Interno da Casa para “barrar o rolo compressor do governo na tramitação e votação dos projetos do Executivo” Interessante ver os deputados Jenilson Leite (PSB) e os petistas Jonas Lima e Daniel Zen adotarem esse discurso. Na legislatura passada, não levavam muito em consideração o regimento quando o assunto era projetos do Executivo.

TUDO NA SANTA PAZ

O pedido de exoneração de João Paulo Bittar do cargo que exerce no atual governo não é reflexo de nenhum desentendimento com Gladson Cameli, conforme foi suscitado. Nem ele ou o pai, o senador Márcio Bittar, têm qualquer divergência com o governador. “O Gladson Cameli continua sendo meu governador e eu vou continuar torcendo por ele”, disse João Paulo.

SEGURANÇA PÚBLICA

O deputado federal Alan Rick (DEM) confirmou que vai destinar parte de suas emendas para a compra de equipamentos para as delegacias policiais, principalmente, para as áreas de perícia e investigação criminal. É uma grande ajuda ao governo do Estado.

APESAR DA INSEGURANÇA

O secretário de Segurança, Coronel Paulo César, tem feito um bom trabalho à frente da pasta, reduziu os índices da criminalidade, embora não se tenha ainda na capital a sensação de paz. Mas esta questão do roubo de celulares é um calo. E só se tira chegando à rede de receptação.

NOTIFICADO

O prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), foi notificado pelo TCE por irregularidades no concurso da educação. A inspeção na prefeitura se deu para verificar atos nulos e possível descumprimento de medidas disciplinares da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em razão do prefeito ter publicado um edital para atender às necessidades da educação na região.

ESCOLHENDO O VICE

A prefeita Socorro Neri, caso decida disputar a reeleição, deverá pensar bem em quem convidará para ser vice. O cuidado é necessário para não ocorrer com o mesmo que Marcus Alexandre. Escolheu um nome com grande desgaste. Acabou perdendo voto.

CAUTELOSO

O ex-senador Jorge Viana tem sido bastante cauteloso quando o assunto é eleição municipal de 2020. Apesar de muita gente querer que ele dispute a Prefeitura da Capital, o petista vem declinando da ideia. O cenário ainda não é favorável à legenda da qual faz parte. E já que está de olho no Senado em 2022, melhor não queimar cartucho agora. Uma derrota nesse momento fere de morte suas pretensões de retornar ao Congresso Nacional no futuro.

EMBATE

Conversei ontem com um político de Tarauacá sobre a sucessão municipal do próximo ano. Acredita que os deputados Jenilson Leite (PSB) e Edvaldo Magalhães (PCdoB) entrarão em atrito quanto a eleição municipal do ano que vem?! As duas legendas estudam a possibilidade de fechar uma aliança. Do jeito que gostam de holofotes, as duas lideranças podem “brigar” para ver quem conduzirá o processo eleitoral.

TUDO NA SANTA PAZ II

O líder do governo na Aleac, deputado Gehlen Diniz (PP), desde que retornou ao cargo tem encontrado uma base tranquila, unida e disposta a colocar a oposição no bolso. Nada que “algumas” exonerações não resolva.

CONFIRMADO

Gladson deve encaminhar para a Aleac nos próximos dias um projeto de reforma previdenciária do Estado. A notícia foi dada por ele mesmo durante o Fórum Nacional de Governadores. A expectativa dos governadores é de que os Estados sejam incluídos nessa reforma por meio da chamada PEC paralela, em análise no Congresso Nacional. Mas diante da incerteza e da crise financeira enfrentada pelo Estado, o governador disse que adiantará o processo.

FRASE

“Me sinto feliz e honrado pela forma com que a população vem se manifestando a respeito do nosso mandato. Isso acima de tudo é uma valorização do trabalho que viemos fazendo, que desde o primeiro momento tem colocado a população em primeiro lugar”.

(Vereador Emerson Jarude ao comentar resultado de pesquisa de intenção e voto para a eleição do próximo ano a prefeitura de Rio Branco).

TÃO ACRE

ARENA JOVEM

Geraldo Gurgel de Mesquita, nomeado governador do Acre, poucos dias após a posse reuniu jovens arenistas no auditório do então Ceseme (Complexo Escolar de Ensino Médio) para tratar do futuro da Arena Jovem, radioso e cor-de-rosa, naturalmente.

Um dos líderes do setor juvenil daquele que um dia foi o maior partido do Ocidente, era o hoje juiz Rivaldo Batista Guimarães, que pediu a palavra e baixou o cacete na Arena Jovem, supondo que era esse grêmio uma criação do governador Wanderley Dantas, a quem Mesquita sucedera e com quem não se cheirava, embora correligionários.

Enquanto Guimarães criticava “a inoportunidade da existência da Arena Jovem”, provando por A mais B que “a juventude nada queria gestos desesperados ao orador em pique de entusiasmo, sinalizando que o mentor da Arena era o Mesquita, que fundara o ‘partidinho’ quando deputado federal.

O gestual do Édison foi interpretado como endosso pleno dos ditirambos pelo orador, o qual cresceu de entusiasmo e de cacetadas ‘palavrórias’ no negócio. Só depois que terminou a peroração e ninguém bateu palmas é que sentiu a mancada. Mas era tarde, a Inês morta, a vaca tinha ido para o brejo e o Barão anotara tudo que o moço dissera de sua Arena Jovem, bolada para atrair sangue novo e varonil ao carcomido ex-PSD fantasiado de Arena.

ALGO MAIS

O idealista Marcos Afonso Pontes de Souza, então do PCdoB, encontra na rua o professor Geraldo Gurgel de Mesquita, o Barão. Rolou sozinho um papo sobre educação, enquanto Mesquita só ouvia, mirando-lhe com aquele olhar fixo filtrado através dos grossos óculos.

– Barão, os trabalhadores em educação (antigamente professores…) do Acre, no próximo seminário irão tirar com o conjunto da categoria conclusões importantes para captar melhores ganhos salariais, condições para o ensino qualificado e menor carga horária. E tome blá-blá-blá…

Numa pausa, Barão, esfregando os dedos, naquele seu interessante estilo deixa-que-eu-mesmo-chuto emitiu sugestão venenosa:

– Naturalmente, espero que os professores também encontrem um tempinho para dar aulas.