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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Dieese interrompe pesquisa da cesta básica em Rio Branco; motivo não foi revelado

Dieese interrompe pesquisa da cesta básica em Rio Branco; motivo não foi revelado

Em agosto, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) não apurou o custo da cesta básica em Rio Branco como tradicionalmente o faz. “A pesquisa foi interrompida em Rio Branco e Teresina em 1º de setembro”, explicou o Dieese, completando que não haverá mais coleta em Macapá, Boa Vista e Porto Velho. Não há maiores detalhes sobre a interrupção. 

Até o mês de julho, período da última pesquisa realizada em Rio Branco pelo Dieese, o custo da cesta básica na capital do Acre era o menor entre as capitais.

Em geral, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 21 das 24 cidades onde o realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As quedas mais expressivas foram registradas em Campo Grande (-7,09%), Salvador (-7,05%), Natal (-6,15%) e Recife (-5,84%). Já as altas foram anotadas em Goiânia (0,04%), Maceió (0,91%) e Boa Vista (1,40%). Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 445,76), seguida por São Paulo (R$ 431,66) e Florianópolis (R$ 426,30). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 332,10), Natal (R$ 336,12) e Recife (R$ 340,54).

Em 12 meses, o valor da cesta apresentou redução em todas as cidades pesquisadas. As taxas negativas variaram entre -19,46%, em Campo Grande, e -4,55%, em Aracaju. Entre janeiro e agosto de 2017, o custo da cesta apresentou queda em 23 capitais, com destaque para Campo Grande (-12,98%), Cuiabá (-11,79%), Manaus (-9,39%) e Belém (-8,50%).

A única alta acumulada foi registrada em Aracaju (1,19%). Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em agosto de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em julho de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.810,36, ou 4,07 vezes o mínimo vigente. Em agosto de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.991,40, ou 4,54 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.