A influenciadora e advogada Deolane Bezerra permanecerá presa após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar.
A decisão foi tomada após análise do recurso apresentado pelos advogados da influenciadora e manteve o entendimento da Justiça de primeira instância, responsável por decretar a medida cautelar dentro da investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Ao avaliar o caso, Dino entendeu que não ficou configurada ilegalidade evidente que justificasse atuação imediata do STF. O ministro também destacou que ainda existem etapas processuais e recursos que precisam ser analisados pelas instâncias inferiores antes de eventual apreciação definitiva pela Suprema Corte.
Defesa tentou converter prisão em domiciliar
Os advogados de Deolane sustentaram que a prisão preventiva seria excessiva e solicitaram a substituição por prisão domiciliar ou adoção de medidas cautelares menos severas.
Entre os argumentos apresentados estavam questões pessoais, endereço fixo e ausência de risco processual. Ainda assim, o ministro considerou que o momento processual não permite reavaliar o mérito da prisão diretamente no STF.
“Não cabe à Corte atuar antes do esgotamento das vias ordinárias, salvo em situações excepcionais de manifesta ilegalidade.”
Investigação apura movimentações financeiras
A investigação aponta um suposto esquema de ocultação e circulação de recursos que estaria sendo realizado por meio de empresas e operações financeiras sob análise das autoridades.
Segundo os investigadores, há indícios de utilização de estruturas empresariais para movimentação de valores considerados incompatíveis com as operações declaradas.
A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que Deolane Bezerra é inocente, além de sustentar que todas as movimentações possuem origem lícita e poderão ser comprovadas ao longo do processo.
O que acontece agora
Com a decisão do STF, Deolane permanece em prisão preventiva enquanto as investigações e os desdobramentos judiciais continuam.
A negativa não representa condenação definitiva e o caso ainda poderá passar por novas análises e recursos dentro do andamento normal do processo.


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