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domingo, 5 de julho de 2026
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Defesa de Bolsonaro questiona acesso limitado a provas da investigação sobre trama golpista

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que tiveram acesso a apenas sete dos mais de 38 celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a investigação que resultou na denúncia contra ele. A defesa argumenta que a limitação compromete o direito ao contraditório e à ampla defesa.

No documento encaminhado ao STF, os advogados alegam que não obtiveram a íntegra do material coletado pela PF nos aparelhos dos investigados, incluindo o próprio celular de Bolsonaro, apreendido no âmbito da apuração sobre a falsificação do cartão de vacinas.

“Nem mesmo o espelhamento do celular do peticionário – apreendido há quase dois anos – foi fornecido à defesa”, argumentam os advogados, ressaltando que, apesar disso, a denúncia contém mensagens extraídas do aparelho do ex-presidente.

A defesa sustenta que recebeu apenas “recortes, transcrições ou àquilo que foi escolhido por uma autoridade de forma absolutamente parcial” e solicita acesso completo a todas as provas reunidas na investigação. Os advogados citam como exemplo os dispositivos do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, cuja delação é um dos principais elementos da acusação contra Bolsonaro. Segundo a defesa, Cid teve sete celulares apreendidos ao longo da investigação, mas apenas um teve seu conteúdo integralmente disponibilizado.

Diante da situação, os advogados solicitaram ao STF que garanta o acesso a todas as provas reunidas no inquérito, incluindo a íntegra do material extraído de celulares, computadores, HDs e pen-drives apreendidos pela PF. “O que é dado à acusação conhecer precisa também ser dado à defesa conhecer”, argumentam.

O pedido faz parte da estratégia da defesa para contestar a legalidade da denúncia, sustentando que a falta de acesso completo às provas prejudica o direito de Bolsonaro de se defender de forma plena no processo.