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domingo, 5 de julho de 2026
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Defesa Civil de Rio Branco teme impacto de comportas no Rio Acre planejadas pela Bolívia

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O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, manifestou preocupação com o plano do governo boliviano de construir comportas e realizar dragagens no Rio Acre, em Cobija, cidade na fronteira com o Brasil, próxima a Brasiléia, no interior do Acre. Segundo Falcão, as intervenções podem alterar o fluxo das águas e aumentar o risco de inundações nos municípios acreanos.

“Tudo o que ocorre no Peru, na Bolívia e nos municípios localizados acima de Rio Branco afeta diretamente a capital, já que somos um dos locais mais impactados da Bacia do Rio Acre. Se as comportas forem fechadas, haverá um momento em que precisarão ser abertas, e isso pode causar problemas em toda a região a jusante”, explicou o tenente-coronel.

Falcão mencionou como exemplo a alagação histórica registrada em Porto Velho, em 2014, quando a hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, contribuiu para a tragédia ao reter grande volume de água e liberá-lo de forma concentrada, intensificando a força e o poder erosivo do fluxo. “Barragens seguram a água até determinado limite e, ao liberar, o impacto hidrológico pode ser significativo para as regiões abaixo. Não conheço os detalhes do projeto boliviano, mas considero a iniciativa preocupante”, afirmou.

As obras anunciadas pela Bolívia têm como objetivo mitigar os efeitos das chuvas e evitar alagações em Cobija. Contudo, as autoridades brasileiras temem que as alterações na dinâmica do rio possam prejudicar os municípios acreanos, que já sofrem com inundações recorrentes durante o período chuvoso.

com informações do Ac24horas