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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Defesa Civil de Boca do Acre disse que forte repiquete já estava previsto

Uma cena incomum aconteceu na manhã de ontem, domingo (27), quando os moradores de Boca do Acre presenciaram as águas do rio Acre fazendo o trajeto contrário, ou seja, subindo da foz para a nascente. Mas não era o rio que estava retornando por algo sobrenatural, mas a força da natureza, especialmente do rio Purus, que teve em 24 horas, o maior repiquete dos últimos 17 anos.

No ponto de encontro dos dois rios, o maior, o Purus, representou o menor, e empurrou as águas do Acre de volta, junto com a vegetação e espuma.

Segundo o secretário da Defesa Civil de Boca do Acre, Jones Noronha, um volume de chuvas acumulado anormal desceu o manancial e causou uma cheia repentina, o que chamamos na região de repiquete.

Em 24 horas, de sábado para domingo, a régua da Defesa Civil apontou uma subida acelerada das águas de quase 3 metros, exatamente 2,97m. Sábado, a marcação apontava 5,77m, já na manhã de domingo, a medição chegou a 8,74.

“O volume de chuvas se concentrou na região peruana do rio Purus e desceu. A força foi tão grande, que por muito pouco o município de Santa Rosa do Purus, no Acre, não teve a cota de transbordamento ultrapassada”, informou Noronha.

Noronha comentou que apesar do susto, a imagem atípica, não existe previsão de chuvas acima da média para esse período chuvoso, neste ano e no próximo. Mas, segundo o secretário, o monitoramento mais atento está nas cabeceiras dos rios Acre e Purus, onde a previsão pode destoar, ou seja, ser diferente, a exemplo da forte enchente repentina que ocorreu ontem.