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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Conta de luz nas alturas? Veja como usar o ar-condicionado e economizar até 40%

Com o avanço do verão e das ondas de calor intenso, o uso do ar-condicionado se torna quase indispensável em muitas residências. O problema é que o aparelho pode representar até 40% do consumo mensal de energia. Ainda assim, especialistas garantem que é possível manter o conforto térmico sem sustos na conta de luz.

Segundo técnicos do setor, escolhas simples no uso diário e atenção à tecnologia do equipamento fazem toda a diferença no orçamento doméstico.

Tecnologia inverter pode reduzir gastos em até 40%

O especialista em pesquisa e desenvolvimento da Gree, Romenig Magalhães, explica que aparelhos com tecnologia inverter são os mais indicados para quem busca economia.

Esse tipo de equipamento controla melhor a velocidade do compressor, evitando os picos de energia causados pelo liga e desliga constante dos modelos convencionais. O resultado é menor desperdício de energia, funcionamento mais estável e maior vida útil do aparelho.

De acordo com Magalhães, a tecnologia pode gerar uma redução de até 40% no consumo residencial, especialmente em períodos de calor intenso.

Consumo varia conforme BTUs e tempo de uso

Na prática, o gasto mensal depende da potência do aparelho, medida em BTUs, e do tempo de funcionamento diário. Um ar-condicionado residencial entre 9 mil e 12 mil BTUs pode consumir de 15 kWh a 45 kWh por mês, considerando uso moderado.

Já os modelos mais antigos, sem tecnologia inverter, tendem a ultrapassar facilmente esses valores, principalmente durante períodos de bandeira tarifária vermelha, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Selo do Inmetro ajuda na escolha do equipamento

Outro ponto essencial é observar o selo de eficiência energética do Inmetro. Aparelhos com classificação A apresentam menor consumo de energia e são os mais indicados para quem deseja economizar a longo prazo.

Uso correto e manutenção fazem diferença

Além da tecnologia, a forma de utilização influencia diretamente no consumo. Entre as recomendações estão:

  • Manter portas e janelas fechadas durante o uso;
  • Evitar incidência direta de sol no ambiente, utilizando cortinas ou persianas;
  • Realizar manutenção periódica, mantendo filtros limpos e revisões em dia.

Filtros sujos e falta de manutenção reduzem a eficiência do aparelho e aumentam o consumo de energia.

Temperatura ideal evita desperdício

Segundo o especialista, a temperatura mais indicada para conforto e economia fica entre 23 °C e 25 °C.

“Essa faixa garante conforto térmico, faz bem à saúde e evita consumo excessivo”, explica Magalhães.

Temperaturas muito baixas, entre 16 °C e 20 °C, elevam consideravelmente o gasto energético, além de causar desconforto térmico e ressecamento do ar.

Função “Sono” ajuda a economizar à noite

Outra dica é utilizar a função “Sono”, disponível em muitos aparelhos. O recurso ajusta gradualmente a temperatura durante a noite, reduzindo o consumo sem prejudicar o conforto.

“Ao despertar, o consumo do equipamento já estará mais baixo, sem impacto significativo na conta de energia”, finaliza o especialista.