O consumo das famílias acreanas pode aumentar durante este ano e deve movimentar mais de R$ 13 bilhões no Acre até dezembro. Essa é a previsão do estudo IPC Maps 2019, empresa especializada no cálculo de índices de potencial de consumo nacional com base em dados oficiais, divulgado no início deste mês. O comportamento de alta no estado segue a tendência nacional constatada pelo levantamento, cuja previsão é de que haja crescimento de 2,7% nos gastos em relação a 2018. Com isso, espera-se um aumento no PIB e uma movimentação de R$ 4,7 trilhões no país.
Rio Branco será a cidade com maior movimentação de consumo durante o ano, R$ 8,7 bilhões. Logo em seguida vem Cruzeiro do Sul, com R$ 1,1 bilhão, Sena Madureira, R$ 515 milhões, Tarauacá, R$ 370 milhões, Brasileia, R$ 268 milhões, Senador Guiomard, R$ 249 milhões, Feijó, R$ 290 milhões, Plácido de Castro, R$ 264 milhões, Xapuri, R$ 256 milhões, e Epitaciolândia, onde o consumo deve movimentar R$ 254 milhões. As demais cidades não chegam aos R$ 200 milhões.
De acordo com os números, no ranking nacional a capital acreana é o único município do estado que está entre as 100 cidades que devem ter maior intensidade de gastos ocupando a 77ª posição entre os mais de 5 mil municípios brasileiros. O estudo afirma que a prioridade nos gastos dos acreanos será com alimentação no domicílio, o que deve gerar uma circulação superior a R$ 1,7 bilhões. Já a alimentação fora do domicílio será o segundo maior gasto da população e deve gerar uma movimentação financeira maior do que R$ 660 milhões em todos os 22 municípios do estado.
Bebidas, R$ 109 milhões, manutenção do lar, R$ 1 bilhão, artigos de limpeza, R$ 56 milhões, mobiliários e artigos do lar, R$ 177 milhões, eletrodomésticos, R$ 251 milhões, vestuário confeccionado, R$ 407 milhões, calçados, R$ 135 milhões, transportes urbanos, R$ 166 milhões, higiene e cuidados pessoais, R$ 262 milhões, e gastos com medicamentos, R$ 244 milhões, estão entre as demais prioridades de gasto dos acreanos ao longo de 2019 conforme o IPC Maps 2019.
Em todos os setores descritos pelo levantamento, a maior quantidade de dinheiro deve ser injetada pelas classes B e C, já que a previsão é de que elas tenham um consumo maior do que as classes A, D e E. Os números apontam ainda que o consumo urbano deve ultrapassar os R$ 12 bilhões ao longo deste ano enquanto a movimentação dada pelo consumo rural deva ficar um pouco maior que R$ 1 bilhão. Juntos eles serão responsáveis por uma movimentação financeira total de R$ 13.946.370, R$ 144 bilhões até dezembro de 2019. Entre os estados o Acre é o penúltimo no Brasil.
Brasil
O IPC Maps 2019 aponta que o consumo das famílias brasileiras terá acrescimento e impulsionará o Produto Interno Bruto (PIB). O levantamento diz que a economia tem potencial para movimentar cerca de R$ 4,7 trilhões ao longo do ano, sendo responsável por 64,8% da somatória de bens e serviços. A previsão, baseada no índice de inflação IPCA de 3,89%, é de que as capitais perderão espaço saindo de 29,6% (2018) para 28,9% este ano. Na contramão, o interior dos estados dará sinais de recuperação e elevará de 54% (2018) para 54,4% a movimentação de recursos.
O levantamento mostra ainda que entre as cinco regiões do país a liderança do consumo permanecerá com o Sudeste, com 48,89% do volume total, seguido pelo Nordeste, com 18,82%. A região Sul, que em 2018 tinha aumentado a quantia total para 18,07%, volta a cair para 17,82%. Nessa mesma perspectiva o Centro-Oeste sairá de 8,51% (2018) para 8,21% este ano. O reflexo de alta na Região Norte é bem maior a porcentagem deve ficar em 6,25%, contra 5,89% de 2018.




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