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sábado, 13 de junho de 2026
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Consulta indígena sobre asfaltamento da BR-317 avança em Boca do Acre com reuniões entre povos tradicionais

Teve início nesta quarta-feira, 6 de maio, o processo de consulta às comunidades indígenas localizadas ao longo da BR-317, em Boca do Acre, no sul do Amazonas. A etapa integra o andamento dos estudos aprovados para a pavimentação asfáltica da rodovia federal.

As informações foram repassadas por lideranças indígenas das áreas diretamente afetadas pela obra. Segundo elas, a agenda conta com a participação da consultoria técnica contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável por apresentar os estudos e registrar oficialmente a manifestação das comunidades sobre o empreendimento.

A programação começou com a consulta ao povo Apurinã, realizada nesta quarta-feira. Na quinta-feira, 7 de maio, será a vez do povo Jamamadi participar das discussões relacionadas ao projeto.

As consultas envolvem comunidades situadas na área de influência direta da obra, considerada sensível devido à presença de povos tradicionais e à necessidade de cumprimento das normas legais que garantem o direito de consulta prévia em empreendimentos capazes de impactar territórios indígenas.

De acordo com as lideranças, as reuniões têm como objetivo esclarecer dúvidas, apresentar detalhes técnicos já analisados e permitir que as comunidades registrem oficialmente suas posições sobre a continuidade do asfaltamento da BR-317.

A agenda será encerrada no próximo dia 12 de maio, com uma reunião final prevista para ocorrer na Câmara Municipal de Boca do Acre. O encontro deve reunir representantes indígenas, integrantes da consultoria do Dnit, autoridades locais e demais participantes envolvidos nas discussões.

A pavimentação da BR-317 é considerada estratégica para a integração regional e melhoria da logística no sul do Amazonas. Ao mesmo tempo, o projeto vem sendo acompanhado com atenção pelas comunidades indígenas, que cobram garantias relacionadas à proteção territorial, aos impactos ambientais e à preservação dos modos de vida tradicionais.

Com o início das consultas, o processo entra em uma fase considerada decisiva, em que o diálogo entre órgãos públicos e povos indígenas passa a ter papel central nos próximos encaminhamentos sobre uma das obras de infraestrutura mais debatidas na região.