Com a atualização da tabela do preço médio final dos produtos em todos os estados do Brasil, feita pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na última segunda-feira, 27, os combustíveis no Acre passam a ter novo valor a partir deste sábado, 1º, quando entra em vigor as novas tarifas dos produtos. A atualização alterou o preço da gasolina, diesel, óleo diesel e etanol, que com exceção do último ficam mais caros a partir de agora em todas as 22 cidades do estado.
O preço médio da gasolina nos postos sai de R$ 4,70, valor médio praticado até sexta-feira, 31, para R$ 5,12 por cada litro do produto. De acordo com a tabela do Confaz, o Acre é o estado da Região Norte com o maior preço da gasolina. Com a revisão o menor preço pelo litro do combustível será no Amapá, com custo médio de R$ 4,22, e o segundo maior em Tocantins, R$ 4,69.
Outro produto que sofreu reajuste de alta foi o diesel, que a partir de agora passa a custar R$ 4,63 o litro. O Confaz mostra que este também será o segundo maior preço entre os sete estados do Norte, perdendo apenas para o Amapá onde o litro do produto será comercializado por R$ 4,68. O óleo diesel também sofreu aumento nos postos acreanos e passa a custar R$ 4,63, o maior da região.
Entre todos os combustíveis reajustados, o etanol foi o único que sofreu baixa no preço e terá o litro vendido a R$ 3,98. Apesar disso, quem precisa de carro para se locomover ou trabalhar não recebeu bem a notícia do aumento da gasolina. Mesmo utilizando carros que comportam álcool e gasolina, os motoristas ouvidos pelo Jornal Opinião afirmaram que o uso do etanol não compensa.
Eles afirmam que a rentabilidade do combustível é menor do que a gasolina, o que aumentaria o gasto de cada um no fim do mês se fosse utilizado somente álcool. Os que mais sentem a subida são os motoristas de atuam nos aplicativos de transporte. Há pouco mais de cinco meses como motorista da Uber, Gilson Martinello alega que o aumento trará mais gastos com reabastecimento.
“Como motorista de aplicativo, sempre sinto muito esses aumentos. Isso faz com que o lucro caia muito no final do mês. Não concordo com essa polícia de reajuste, quem sempre sofre é o consumidor, principalmente aqui no Acre devido a máfia dos postos. Como se já não bastasse os constantes aumentos feitos pela Petrobras, agora vem isso para prejudicar mais”, reclama Martinello.
Funcionário público, Rodrigo Simões atua como motorista da Uber nas horas vagas. Ele diz que o aumento do preço do combustível interfere diretamente no orçamento familiar mensal, que precisa ser repensado devido aos gastos com transporte. Outra observação feita por ele é de que a atuação como motorista de aplicativo foi pensada para conseguir uma renda extra no fim do mês.
“Não venho conseguindo esse lucro extra há muito tempo. Como se não bastasse os aumentos de toda semana feitos pela Petrobras, agora tem esse reajuste do Confaz. O que chateia são os postos, que mesmo com estoque comprado com outro preço, aumentam o valor no outro dia a cada novo reajuste e não diminuem quando há baixa nas refinarias. No fim, só sobra para o cidadão”, declara Simões.


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