Moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha de Florianópolis, realizaram um novo protesto na manhã deste sábado (24) em reação à morte do cão comunitário Orelha, que vivia há quase uma década na região. A manifestação ocorreu uma semana após o primeiro ato público e reuniu moradores, ativistas da causa animal e representantes de entidades de proteção.
O protesto teve como principal objetivo cobrar respostas da Polícia Civil e reforçar pedidos por punições mais rigorosas em casos de maus-tratos contra animais. Orelha morreu após sofrer agressões atribuídas a um grupo de adolescentes, conforme apuração das autoridades.
Durante o ato, manifestantes destacaram a indignação da comunidade com a violência praticada contra o animal, descrito como dócil, conhecido e cuidado por moradores, comerciantes e pescadores da região. Para os participantes, o caso simboliza a necessidade de mudanças na legislação e de ações educativas contínuas.
Representantes da Confederação Brasileira de Proteção Animal defenderam que mobilizações como essa continuem ocorrendo para manter o tema em evidência e pressionar o poder público. Segundo os ativistas, embora os maus-tratos não sejam totalmente eliminados, ações preventivas, especialmente em escolas, são fundamentais para reduzir casos semelhantes.
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de envolvimento no crime. De acordo com a investigação, os responsáveis legais dos jovens devem prestar depoimento nos próximos dias. A corporação afirmou que o caso segue em andamento e que todas as providências cabíveis estão sendo adotadas.
Além de Orelha, outro cachorro comunitário da região, conhecido como Caramelo, também teria sido alvo de agressão pelo mesmo grupo. O animal foi posteriormente adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina.
Orelha foi encontrado com ferimentos graves em diversas partes do corpo e, devido à gravidade do quadro, precisou ser sacrificado. O caso gerou forte comoção em Florianópolis e reacendeu o debate sobre responsabilização, prevenção e proteção de animais comunitários.
Com informações NDMais



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