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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Comunidade volta às ruas após morte de cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis

Moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha de Florianópolis, realizaram um novo protesto na manhã deste sábado (24) em reação à morte do cão comunitário Orelha, que vivia há quase uma década na região. A manifestação ocorreu uma semana após o primeiro ato público e reuniu moradores, ativistas da causa animal e representantes de entidades de proteção.

O protesto teve como principal objetivo cobrar respostas da Polícia Civil e reforçar pedidos por punições mais rigorosas em casos de maus-tratos contra animais. Orelha morreu após sofrer agressões atribuídas a um grupo de adolescentes, conforme apuração das autoridades.

Durante o ato, manifestantes destacaram a indignação da comunidade com a violência praticada contra o animal, descrito como dócil, conhecido e cuidado por moradores, comerciantes e pescadores da região. Para os participantes, o caso simboliza a necessidade de mudanças na legislação e de ações educativas contínuas.

Representantes da Confederação Brasileira de Proteção Animal defenderam que mobilizações como essa continuem ocorrendo para manter o tema em evidência e pressionar o poder público. Segundo os ativistas, embora os maus-tratos não sejam totalmente eliminados, ações preventivas, especialmente em escolas, são fundamentais para reduzir casos semelhantes.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de envolvimento no crime. De acordo com a investigação, os responsáveis legais dos jovens devem prestar depoimento nos próximos dias. A corporação afirmou que o caso segue em andamento e que todas as providências cabíveis estão sendo adotadas.

Além de Orelha, outro cachorro comunitário da região, conhecido como Caramelo, também teria sido alvo de agressão pelo mesmo grupo. O animal foi posteriormente adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina.

Orelha foi encontrado com ferimentos graves em diversas partes do corpo e, devido à gravidade do quadro, precisou ser sacrificado. O caso gerou forte comoção em Florianópolis e reacendeu o debate sobre responsabilização, prevenção e proteção de animais comunitários.

Com informações NDMais