O governador Gladson Cameli (PP) não conseguirá fugir de uma nova reforma administrativa. Dessa vez o desafio será maior, pois terá que incluir os servidores públicos efetivos e não apenas os cargos comissionados. Um relatório divulgado pelo Banco Mundial de Desenvolvimento (BIRD) apontou que o Acre já gasta com pessoal mais de 60% da Receita Corrente Líquida (RCL). Para reduzir esse percentual e voltar a cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Estado precisa reduzir gastos com pessoal até 2022 na média de -1,1%. Caso ocorra, essa redução para ficar em 60% da RCL empenhada para pagamento de pessoal. Entretanto, o estudo aponta que a reposição de novos servidores públicos por meio de concursos pode fazer com que os Estados não alcancem essa meta. Isso explica porque a cada ano, os governos têm reduzido a contratação de pessoal efetivo. A situação do Acre não é das melhores. O Estado está acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pelo Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), que é de 60%. A gestão de Cameli se complica cada dia mais.
ESCOLHA COMPLICADA
Caso o PT resolva ter candidato próprio para a prefeitura de Rio Branco em 2020, terá dificuldade em achar um nome com comprovada densidade eleitoral. Não creio que o ex-prefeito Angelim e o senador Jorge Viana entrem no sacrifício.
NÃO É TAREFA FÁCIL
A candidatura única a prefeito, como defende algumas lideranças, não será tarefa cômoda, porque devido o fim das coligações proporcionais, cada partido vai querer ter um candidato majoritário para dar palanque às candidaturas próprias a vereador de Rio Branco.
FICAR NO ENXUGA GELO
Quando o debate é sobre segurança pública, o senador Sérgio Petecão (PSD) sempre foi muito pragmático. Costuma dizer que “se o Estado não gerar emprego para a juventude desses bairros, o ciclo da violência irá continuar crescendo. Será um enxugar de gelo”. Tem razão!
NO PALANQUE DE ILDERLEI
Um dos motivos que tem levado o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro a pensar em reeleição não é só o fato de ter melhorado a sua gestão, mas também as afirmações do governador de que dividirá palanque com ele. Isso aumenta suas chances de reeleger-se.
NEM PAPO COM ELA
Os candidatos a prefeito de Tarauacá no próximo ano estão fugindo do apoio da prefeita Marilete Vitorino como o diabo foge da cruz. É que, com que ela no palanque, perde-se voto.
VAI COM DEUS
Falando em Marilete, cresce os rumores de que a gestora pretende se desfiliar do PSD para passar a compor as fileiras do Progressista. Dirigentes do PSD andam vibrando com a notícia. Já rolou até um “vá com Deus”.
APOIO IMPORTANTE
Fora o ex-prefeito James Gomes, que terá papel importante na eleição para a prefeitura de Senador Guiomard em 2020, o senador Sérgio Petecão (PSD), que foi extremamente bem votado naquele município, também será um dos protagonistas. O seu apoio será decisivo.
SEM A MÃO AMIGA
O PT tem quatro vereadores na capital. Na eleição do ano que vem não será nada fácil para o partido manter essa composição. Primeiro, a chapa não será tão atrativa como quando estava no poder. Segundo, seus candidatos não terão mais na campanha a mão amiga do poder no ombro.
FORA DO JOGO
Sem falar que os vereadores Jakson Ramos e Mamed Dankar já sinalizaram que não disputarão a reeleição. Vai ser uma verdadeira prova de jogo para o PT no Acre.
ENCORPANDO O PARTIDO
O senador Sérgio Petecão (PSD) vem ao longo dos meses mantendo conversas com lideranças políticas para encorpar o partido, entre elas o ex-deputado Ney Amorim. Pessoas ligadas ao ex-petista afirmam que ele disputará a uma das vagas a deputado federal em 2022 pelo PSD.
NA MIRA TAMBÉM
Quem também está na mira de Sérgio Petecão é a professora Rosana Nascimento. Rolou convite até para o deputado federal Jesus Sérgio (PDT) e o deputado estadual Neném Almeida.
NENÉM NO PSD
Quem já está certo para se filiar ao PSD é o deputado Neném Almeida, que foi convidado a deixar o Solidariedade, por onde se elegeu. Falta somente ser definida a data da sua filiação.
SEM CHANCE
Gladson Cameli tem adotado a cautela quando o perguntam se vai mesmo deixar o Progressista, partido pelo qual foi eleito governador do Acre. A opinião da Coluna é que a chance de Cameli deixar o Partido Progressista é zero. Apenas faz jogo de cena.
NOVAS REGRAS
As novas regras eleitorais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. Quem entrará no jogo por conta disso é Jamil Asfury, que disputará a prefeitura de Rio Branco em 2020.
NÃO FICARÁ FORA
A tendência natural do partido Solidariedade é ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Milani (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são polos formadores de base para 2022.
NOME FORTE
O ex-prefeito Marcus Alexandre tem se mantido discreto quando o assunto é eleição municipal de 2020. Está correto. O momento é de recuo. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.
DESFECHO
Até aqui se disseram candidatos a prefeito de Rio Branco, Sanderson Moura, Jamil Asfury, Pedro Longo, Minoru Kinpara, Roberto Duarte a Vanda Milani. Com seis candidatos no jogo, dificilmente, a prefeita Socorro Neri não chegará ao segundo turno, um desfecho natural.
BANDEIRA PARA ELEIÇÃO
A construção da ponte em Xapuri ligando o bairro Sibéria ao centro da cidade, já determinada pelo governador Gladson Cameli (PP), coloca em xeque a possível reeleição do atual prefeito Bira Vasconcelos. Essa é uma bandeira forte para lhe derrotar.
NOMES NA MESA
O deputado federal Alan Rick, ex-prefeito Tião Bocalom, o secretário da Seinfra, Thiago Caetano, são nomes que volta e meia são suscitados como possíveis candidato à prefeitura da Capital.
APOIANDO O PC DO B
Em que pese o deputado Jenilson Lopes (PSB) ter se desfiliado do PCdoB, ainda apoiará a legenda para prefeito de Tarauacá, Lauro Benigno, que é do partido. Alguns dirigentes do PSB ainda não engoliram essa conversa. Defende que Jenilson viabilize uma candidatura do próprio PSB.
MUDANDO DE PARTIDO
O vereador Gilson da Funerária não deverá permanecer no Progressistas, partido pelo qual se elegeu, mas também não sabe por qual sigla disputará a eleição. A única certeza que tem é que concorrerá a reeleição.
FRASE
“Meu compromisso é atender os anseios e expectativas de toda a população acreana, a fim de contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade de vida em todo o Estado, seja da zona rural ou urbana”.
(Deputada Vanda Milani sobre a visita dos prefeitos acreanos em Brasília a fim de angariar recursos para a execução de obras)
TÃO ACRE
LERO-LERO BUROCRÁTICO
O netão deputado Edmundo Pinto interpelou a Procuradoria Geral do Estado, m 1989, para explicar em que base legal as empresas da administração indireta tinham fermentado os salários dos diretores e assessores graduados, ferindo o Decreto 137. A resposta demorou, ao vir era um primor de papo furado, enlouquecendo o deputado. Um trechinho?
“Preocupa-nos todo o tempo e de logo cabem enfaticamente, verificar se na prática os fatos se passaram desta maneira, em que objetivo deve ser interpretado o requerimento, enquadrando-o dentro de uma moldura mais ou menos larga, dependendo tal alargamento ou estreitamento de uma série de fatores, como, mais adiante se examinará (…)”.
Nem Rolando Lero faria melhor despiste.
PIRES NA MÃO
Todo governador do Acre corre o pires e de cuia na mão piranga verbas federais em Brasília. Com o governador Edmundo Pinto não foi diferente. No gabinete do ministro Jarbas Passarinho, da Justiça, que como acreano de Xapuri podia dar uma força ao Estado, o governador exibia álbum com fotografias da alegação de 1991 e o Estado de petição de 502 quilômetros de Porto Velho. A Rio Branco, um lameiro medonho. Impressionado, Passarinho liga para a ministra Margarida Procópio, da Ação Social, e bota o Pinto na linha. O governador da esperança, morto em São Paulo em um atentado, apenas disse:
– Ministra, só tenho um pedido a lhe fazer: Socorro!
O CONSELHO
Conselho do jornalista Luís Carlos Moreira Jorge em sua coluna “Plenário”, de A Gazeta, de quatro de maio de 1991, quando o governador Edmundo Pinto e o vice Romildo Magalhães estavam às turras:
“Aviso aos jornalistas: vamos deixar de escrever ‘o assessor do Pinto disse à imprensa’, porque assessor de Pinto que conheço é camisinha”.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>