Com os salários atrasados há cerca de um mês, 13 funcionários terceirizados que fazem a limpeza do Hospital Epaminondas Jácome, na cidade de Xapuri, no interior do Acre, suspenderam na terça-feira, 5, parcialmente os serviços na unidade saúde devido ao problema. Segundo eles, desde o início do ano os pagamentos não são feitos em dia e sempre fica, pelo menos, um mês em atraso.
A paralisação parcial foi mantida durante a quarta-feira, 6, e deve seguir até que os pagamentos sejam feitos totalmente. A medida foi tomada quando eles completaram dois meses sem os pagamentos. Ontem, foi feito o pagamento do salário referente a setembro e os trabalhadores ainda aguardam os vencimentos de outubro, correspondentes a R$ 1,1 mil, serem repassados.
“Todo mês é assim, pagam um e fica outro. A parcela do nosso décimo terceiro do ano passado, terminamos de receber em agosto, esse mês era para receber a parcela do outro, mas ninguém sabe como vai ficar. Ontem paramos 100% as atividades e hoje [quarta] voltamos só com o básico, como a limpeza dos banheiros e retirada do lixo. Não vamos fazer baldeação e nem fazer a limpeza normal até eles darem uma posição”, disse ao G1 Acre uma funcionária que não quis se identificar.
Em nota encaminhada ao portal de notícias G1 Acre, o governo afirmou que a empresa responsável pelos terceirizados do Hospital Epaminondas Jácome já está recebendo os repasses mensais em dia. Segundo o Estado, falta fazer apenas o pagamento de outubro, que será efetuado ainda este mês conforme a gestão pública estadual. “O pagamento é feito para a empresa, que é a responsável por fazer os repasses aos funcionários, e está em dia”, afirmou o governo em nota.
Além de pedir o pagamento em dia dos salários, o grupo também reivindica que seja assinado um documento em que fique firmado que os atrasos não irão mais acontecer. Eles alegam que as contas mensais estão em atrasado e a situação tem gerado prejuízos financeiros. “Estamos com 11 meses nisso, aí atrasa nossas contas que vão acumulando. As contas não param de chegar e os filhos da gente quando querem comer não querem saber se a gente recebeu ou não”, disse a funcionária.


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