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domingo, 5 de julho de 2026
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Defesa Civil do Acre acompanha com atenção nível do Madeira

A previsão do Corpo de Bombeiros do Acre é de que as chuvas na divisa entre o Acre e Rondônia, no trecho da BR 364 que faz ligação entre os dois estados, cheguem a 400 milímetros durante este mês. A situação faz com que a Defesa Civil Estadual acreana acompanhe de perto e com atenção a evolução do nível das águas do Rio Madeira, que na quarta-feira, 6, chegou a 22,77 metros no Distrito de Abunã, no estado vizinho. Apesar disso, ainda não há riscos de um isolamento via terrestre.

Major do Corpo de Bombeiros, Cláudio Falcão comenta que a Defesa Civil do Acre possui dos Pontos Base de Medição de Nível (PBMN), um no Distrito do Abunã e outro no Distrito de Mutum-Paraná, também em Rondônia.

Enquanto o PBMN de Abunã mede a profundidade das águas do rio, o ponto de Mutm-Paraná é responsável por monitorar a distância das águas em relação a pista da BR 364. Por lá, a água está apenas a 58 centímetros de distância da rodovia federal.

“O nível do Madeira está em elevação há mais de uma semana e a cada dia mais se registra um nível maior. Esses 22,77 metros é a maior marca registrada neste ano. A situação é de monitoramento, muito cuidado e observando a cada dia a distância da água para a pista. Durante a semana passada e no início desta foram registrados pontos de alagamento na BR 364 ocasionados pela grande quantidade de chuvas e igarapés que rodeiam a rodovia”, destaca Falcão.

O militar ressalta que da previsão total para este mês nas regiões do Abunã e Mutum-Paraná, espera-se que chova 100 milímetros em apenas um único dia, o que pode acelerar o processo de elevação das águas.

Além do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do Acre, o monitoramento do Rio Madeira é feito também pela Agência Nacional de Águas (ANA), usinas hidrelétricas e a Defesa Civil de Rondônia. Os órgãos formam a Sala de Crise do Rio Madeira, instituída pela ANA no último dia 17.

Com o objetivo de acompanhar a evolução da cheia do curso d’água e adotar medidas para prevenir ou minimizar os impactos de uma possível interdição da pista em caso de alagamento, a sala promove a articulação entre os principais atores envolvidos com o tema. O major do Corpo de Bombeiros destaca que o monitoramento dos órgãos acreanos será feito durante todo o mês de março, considerado crítico no período chuvoso, e que ainda não há interrupção de tráfego nos trechos que ligam o Acre a Rondônia.

“Em 2014 ficamos isolados quando o Madeira chegou a 21,80 metros. Apesar de estarmos quase um metro acima daquela marca, que a máxima daquele ano foi de 25,53 metros, as intervenções feitas, como elevação da pista e outras providências, colaboraram para que não ficássemos isolados atualmente. Entretanto, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Estadual já elaboraram um Plano de Contingência com medidas que serão postas em prática em situação de emergência”, afirma Falcão.

De acordo com o major, os órgãos acreanos colocarão o Plano de Contingência em prática quando as águas do Rio Madeira em Mutum-Paraná estiveram a 50 centímetros da BR 364. Ele lembra que o Estado do Acre decretou situação de atenção por conta da cheia no dia 15 de fevereiro, quando o documento foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

O decreto considera a situação de calamidade enfrentada pelo Acre em 2014, quando o rio transbordou na rodovia e deixou o estado isolado. Além disso, o dispositivo avalia a possibilidade de novos pontos de alagamento do manancial e seus afluentes neste ano.