Com maior nota no Sisu na Ufac, estudante garante primeiro lugar em curso de medicina do Acre

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) divulgou na manhã desta sexta-feira, 16, o resultado oficial da lista de concorrência do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para as vagas de graduações da universidade públicas do país. A única universidade pública do estado, a Universidade Federal do Acre (Ufac) também este inclusa na listas de instituições concorrentes nacionalmente.

O estudante Lucas Antunes, de 17, é um dos concorrentes pela Ufac com uma das maiores notas registradas pelo Sisu, Sua pontuação está avaliada em 888,77, lhe garantindo o primeiro lugar no curso de medicina da instituição.

Este foi o primeiro Enem realizado por Lucas que recentemente concluiu o terceiro ano do ensino médio que já vinha se preparando durante o ensino médio.

Durante o exame

Para o jovem, o primeiro dia do exame foi um dos mais complexos durante a realização da prova. Lucas explica que as questões estão mais difíceis que nas edições do Enem em que participou anteriormente. Já no segundo e último dia de prova do exame, o estudante havia achando o nível das perguntas mais fáceis de serem resolvidas se comparadas.

“Achei a parte de interpretação mais complicada. Tinham textos difíceis. Até quando eu estava fazendo estava achando que iria acertou pouco no primeiro dia. E no segundo dia, achei mais fácil que nos anos anteriores.”, explicou.

E acrescentou que não havia achado que o nível de dificuldade do exame, mesmo durante a situação de pandemia de Covid-19, não havia mudado e que mantiveram a estabilidade das questões do exame.

Mesmo com os impedimentos ocasionados pela pandemia, segundo Lucas, a questão de concorrência também se intensificou durante este período, pois para ele na edição do ano passado as notas de corte não estavam aumentando na mesma proporção que na atual.

Rotina de estudos

Por medicina ser um dos cursos mais concorridos pelo Sisu no país, a rotina de estudos do jovem era totalmente regrada e balanceada para que ele não ficasse sobrecarregado.

Lucas relata que estudava em sua escola entre às 7h a 12h, retornava para casa e continuava os estudos por meio de um curso on-line de preparação para o Enem no horário das 13h15 até as 20h da noite. Ou seja, de segunda a sexta, o estudante tinha uma rotina de estudos equivalente a quase 12h por dia. “Com horários de 45 minutos [de aula], e intervalos de 15 minutos que eu usava para fazer questões ou para descansar quando eu já tinha assistido a muitas aulas.”

Nos finais de semana, Antunes explica que nos sábados pela manhã fazia uma redação, e após isso e aos domingos aproveitava para descansar para não se tornar uma rotina exaustiva, apesar de intensa.

“No final de semana ainda comecei a estudar um pouco mais quando estava se aproximando do Enem, mas quando começou a chegar ainda mais perto, comecei a fazer simulados e provas”, explica.

Antunes diz que além dos simulados de questões, fazia edições anteriores do Enem para reforçar o conteúdo. E explica também que na mesma proporção em que a pandemia o ajudou a focar mais no estudos, também lhe dificultou já que não havia uma distração nos momentos de lazer. “No início foi um pouco difícil mas depois deu pra acostumar.”

Dicas

O calouro de medicina aconselha para aqueles que estejam estudando para a próxima edição do Enem que revisem as dez edições anteriores do exame, pois segundo ele o conteúdo continua a ser o mesmo e que para isso é necessário entender como funcionam os modelos de questões para já se habituando o estilo das provas e dificuldades que poderá encontrar.

Aconselhou também que foquem na preparação das redações, por ser uma das etapas de avaliação da nota que dará destaque e elevará a pontuação do concorrente.