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quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Coluna Opinião

A POPULAÇÃO PRECISA DE RESULTADOS
A cada novo assalto, furto, sequestro, homicídio é natural que se questione o governo do Estado e a cúpula da Segurança Pública. Afinal, foi com o discurso de que controlaria a criminalidade no Acre que Gladson Cameli (PP) foi eleito governador. Portanto, não é ao seu Zé, da banquinha de bombom, que a população deve direcionar seus questionamentos, muito menos o governo passado, mas ao chefe do Executivo.

“Quem casa com a viúva assume os filhos!” Portanto, cabe ao Executivo dar uma resposta. Passado mais um ano desde que Gladson assumiu o governo, muita gente ainda não conseguiu enxergar uma luz no fim do túnel, pelo menos não na área de Segurança. As notícias estão aí para provar que se tem uma equipe que ainda não se achou nesse novo governo foi a dessa pasta. Os últimos acontecimentos só corroboram essa tese.

Eles asseguram que a criminalidade está sendo controlada, mas a sensação de Segurança nunca chega. Os bandidos estão cada vez mais livres para agir, e a população cada vez mais presa dentro de casa na tentativa de se manter segura. Algo muito errado aí. O tempo de adaptação já passou, o que a população precisa no momento é de resultados.


SEM MATURIDADE
Falta maturidade para a cúpula de Segurança Pública em ouvir as reclamações das pessoas. Agem como a gestão anterior em que tudo estava sempre bem, e que qualquer crítica direcionada a pasta se tratava de politicagem.


PUXÃO DE ORELHA
O novo “puxão de orelha” do vereador Emerson Jarude (sem partido) no governo do Estado é compreensível. Ninguém aguenta mais viver nessa insegurança.


O governo do Estado descartou qualquer possibilidade de pedir Intervenção federal para ajudar a combater a crescente violência no Acre. Invés disso, criará um gabinete de crise para enfrentar o crime organizado. Segundo sua assessoria, essa é uma das respostas que o Estado vai dar à população diante da insegurança provocada pela guerra entre as facções nos últimos dias.


ALIANÇADOS
Apesar de ter sido anunciado que a ex-deputada Leila Galvão (PT) se filiaria ao MDB para disputar a prefeitura de Brasiléia na eleição deste ano, a cúpula emedebista assegura que ainda não recebeu o “sim” definitivo da petista.


CONFRONTO
Leila já foi prefeita e sua volta geraria um confronto com a ex-correligionária dela, Fernanda Hassem (PT), atual prefeita e a mais bem avaliada do Acre. Mas, com o fim da parceria entre as duas lideranças, a participação de Leila no pleito é quase certa.


DISPUTA ACIRRADA
Caso decida concorrer à prefeita pelo MDB, Leila sabe que não será fácil a vitória. Pesa contra ela a ótima avaliação da população a Fernanda. Porém, não se deve também subestimar a popularidade de Leila Galvão. Seu coeficiente eleitoral é muito forte no Município.


SEM CHANCE
É zero a chance de Leila apoiar Hassem em sua reeleição. O apoiadores da ex-deputada estadual já bateram o pé disseram que em hipótese alguma pedirão voto para a petista.


DEIXANDO O PT
Nos bastidores, corre a boca larga que o deputado estadual Jonas Lima e seu irmão, Isaac Lima, prefeito de Mâncio Lima, ambos do PT, de fato deixarão o partido quando a janela eleitoral for aberta. Os dois já tem destino certo: o PDT.


NO PDT
Quem trabalhou nos bastidores para essa mudança dos irmãos Jonas e Isaac foi o ex-deputado Thaumaturgo Lima, que também era do PT e já está no PDT há pelo menos três anos.


E AGORA?

Caso se confirme a saída de Jonas Lima, Isaac Lima e Leila Galvão do PT, a legenda terá ainda mais dificuldade no pleito eleitoral desse ano. Na capital, o partido perderá um grande reduto. Jonas e Leila possuem uma boa margem de votos em Rio Branco.


MÂNCIO LIMA
Em Mâncio Lima, o PT terá que correr atrás de outro nome para concorrer à Prefeitura, já que Isaac, atual prefeito, corre o risco de deixar a legenda.


EMPOLGADOS
Os prefeitos do interior do Estado estão esperançosos com o Pacto Federativo. Se aprovada, a PEC pode repassar a Estados e Municípios, num período de 15 anos, algo em torno de R$ 400 bilhões.


NA DISPUTA

O delegado Sérgio Lopes vai disputar a Prefeitura de Epitaciolândia. Em recente entrevista, relatou que terá como grande apoio, o vice-governador do Acre, Wherles Rocha, possivelmente disputando pelo PSDB.


OUTROS CANDIDATOS
Além de Lopes, também já sinalizaram o desejo de participar do pleito o empresário Everton Soares (pelo PSL), o jornalista Chiquinho Chaves (pelo PSD), além do atual, Tião Flores (pelo PP) que poderá estar concorrendo ao segundo mandato eletivo.


PP ARTICULANDO
Rumores dão conta que o governador Gladson Cameli (PP) estaria, nos bastidores, viabilizando a candidatura do secretário especial, Thiago Caetano à Prefeitura da capital.


OFICIAL
O PL no Acre oficializou a pré-candidatura do jornalista Rogério Venceslau a prefeito de Rio Branco.


SANCIONADO

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o Fundo Eleitoral em R$ 2 bilhões sob a justificativa de que poderia ser acusado pelo crime de responsabilidade. Isso significa que o processo eleitoral de 2020 será como os anteriores, farto financeiramente.


RECUOU
Bolsonaro havia dito em dezembro que, se houvesse “uma brecha”, vetaria o envio de recursos para o Fundo Eleitoral, mas recuou no mesmo dia, afirmando que parecer preliminar da assessoria jurídica da Presidência seria pela sanção do chamado “Fundão”.


VALORES
O valor de dois bilhões foi o enviado pelo próprio governo no Orçamento da União. Os parlamentares chegaram a tentar elevar o valor ainda mais, para 3,7 bilhões, mas desistiram pela indicação de um veto do presidente.

FRASE
“Se você é contra uma intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Acre, dá uma passada (de preferência à noite); Belo Jardim, Taquari, Cidade do Povo, Sapolãndia, Conquista, Sobral. Isso talvez mude sua opinião”.


(Vereador Emerson Jarude ao comentar a negativa do Estado quanto uma intervenção federal no Acre para conter o aumento da criminalidade)

TÃO ACRE

OUTRA RASTEIRA NA UMBELINA

A costureira Umbelina Marçal, coitada, penava para receber o dinheiro suado das roupas (camisas, calças, cuecas samba-canção) que com engenho e arte confeccionava para o ilustre freguês. “Amanhã” era o indicativo do pagamento demorado.


Tendo produzido várias capas trabalhosas para cobrir sofás e poltronas da Rádio Difusora Acreana, dona Umbelina engrossou as pernas de tanto perseguir o Gari em demanda de recebimento. No gabinete do diretor a mulher, desalentada, aflita, ouviu a indigesta promessa:

  • Dona Umbelina, pago amanhã sem falta!
    No “amanhã” prometido que era hoje, o técnico e vovô da RDA, João Pereira do Nascimento Neto (falecido em Feijó na madrugada de 11 de novembro de 1977), na janela da sala do diretor da emissora viu vir a Umbelina, ficou para apreciar outro drible. Esperançosa, humilde, a mestre em panos enfrentou o carrancudo devedor.
  • Doutro Garibaldi, cheguei.
    -Ah, Umbelina, você está sem sorte, o dinheiro acabou…
    João Nascimento debochou com gargalhada. Fuzilando o subalterno com o olhar assassino, o pobre João foi o único a receber alguma coisa naquele dia:
  • De quê ris, João? De quê ris? Por acaso sou caloteiro? Estás suspenso por cinco dias!

UM OLHO NA MISSA, OUTRO NO PADRE

Às vésperas das eleições de 1976 escreveu que “era candidato desconfiando do eleitor e eleitor desconfiando de candidato”, e exemplificou à sua maneira:
“Um eleitor me conta, num desabafo:

  • Da vez passada, doutro, o candidato X me prometeu um terreno e não me deu, mas ficamos quites…
  • Porquê?
  • Porque não votei nele”.