O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve definir nos próximos dias o destino do promotor Talles Tranin, afastado do cargo após suspeitas de envolvimento com integrantes de uma organização criminosa. A decisão pode resultar em seu retorno às atividades, demissão ou aposentadoria compulsória.
Tranin nega qualquer ligação com faccionados e alega que os homens com quem se relacionou não estavam envolvidos em decisões tomadas por ele na Promotoria de Execuções Penais. Segundo a defesa, ele manteve relações sexuais mediante pagamento, mas em ambiente externo, sem qualquer influência sobre processos judiciais.
A investigação foi iniciada após denúncias de que o promotor teria se envolvido com detentos durante inspeções no presídio da capital. Seu advogado argumenta que a acusação se baseia em vazamentos de informações e sustenta que Tranin foi vítima de um “assassinato de reputação” devido à sua orientação sexual.
O afastamento do promotor foi determinado em 20 de outubro de 2024. A defesa também acionou a Justiça para apurar a origem dos vazamentos sobre o caso.


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