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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
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Cientistas realizam projeções para o enfrentamento da pandemia de COVID-19 em Rio Branco

Abigail Sunamita


Um estudo mostra a projeção dos cenários do avanço da covid-19 em Rio Branco. A pesquisa usou dois métodos científicos para esse tipo de levantamento.

Para fazer as projeções, os pesquisadores do centro de saúde e desporto do curso de medicina da Ufac, levam em consideração o número de leitos e pacientes internados. Fernando de Assis, médico e presidente do comitê de gerenciamento de crise da covid-19 da Ufac, diz que casos confirmados não foram levados em conta porque a testagem é muito baixa.

O Presidente do comitê de gerenciamento de crise da covid-19, Fernando Assis, diz que: organizaram três tipos de cenários. “O primeiro foi que se a gente mantivesse a estrutura hospitalar hoje com aproximadamente 115 leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI para COVID, se a gente não fizesse nada e mantivesse essa quantidade de leito até o final da epidemia. No segundo cenário a gente aumentaria 40 leitos de enfermaria e no terceiro cenários mais 40 leitos e mais 10 leitos de UTI, e tudo nos mostra números ruins. Então a gente vê que não é só aumentar leito de UTI ou estrutura hospitalar que vai fazer diferença para diminuição de número de mortos”.


O estudo estima que os números de mortes podem ultrapassar 250 óbitos em 12 semanas. Assis, no entanto, diz que os dados são projeções e que podem ser completamente diferentes. Destacou ainda que a pesquisa propõe algumas alternativas para conter o avanço da doença no estado.


Segundo doutor Fernando, em reunião com governador do Acre e com a prefeita de Rio Branco é perceptível o esforço que eles estão tendo referente a essa pressão que vai acontecer no sistema hospitalar, ele afirma que “essas ações devem começar nos bairros da periferia informando a população dando acesso a água e sabonete para que essas pessoas realizarem sua higiene pessoal, porque não adianta só pedir para que as pessoas permaneçam em casa se elas não tomam esses cuidados básicos, outra medida que eles estão preocupados é de ampliar a estrutura hospitalar como leitos de enfermaria e a quantidade de funcionários na área da saúde. E a última medida seria a proteção desses funcionários na área da saúde que vão atuar na linha de frente em combate ao coronavírus”.

Além disso o presidente do comitê de gerenciamento de crise da covid-19 também reforça que além das medidas de isolamento das pessoas com sintomas suspeitos da doença e que fazem parte do grupo de risco, também é necessário o distanciamento social com a conscientização de toda a população com o uso continuo de máscaras, higienização das mãos e manter a distância de pelo menos um metro de outra pessoa caso seja necessário sair de casa.


Pico da epidemia na segunda quinzena de Maio/ primeira de Junho;
Até o fim da primeira onda da pandemia (início de setembro) a estimativa de mortes é de 289 pessoas, podendo aumentar para mais de 500 a depender da oferta e resposta ao tratamento;


Se o distanciamento social se elevar para 50% nesse período, as mortes estimadas serão de 205 (40% a menos) pessoas e a necessidade de leitos adicionais de UTI cai de 60 para 44;


Se o distanciamento social cair para 30% nesse período o número de mortes estimadas aumenta de 205 para 336 (49%) e o número de leitos de UTI de 60 para 76 (26%).