O pequeno comerciante Otacílio Machado se estabeleceu há algum ao lado do Parque Palheiral, que urbanizou a parte alta da Sobral, e não apenas inaugurou um novo negócio para sobreviver como transformou a área onde vive em um belo jardim. Ex-morador de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Otacílio decidiu deixar o Parque Palheiral mais bonito plantando, na área em frente ao seu comércio, flores como a Maria-Sem-Vergonha e Girassol.
O Parque Palheiral compreende as comunidades João Eduardo I e II, Novo Horizonte, Bahia, Sobral, Bela Vista e Castelo Branco. O parque possui 2,5 quilômetros de extensão, e se estende da Rua Leblon, na Floresta até a Ladeira do Bola Preta. Além das estruturas de saneamento básico – com rede de água, de esgoto e pavimentação – o parque atendeu cerca de 1,6 mil famílias com urbanização, recuperação ambiental, construção de áreas de lazer, passeio público, quadra poliesportiva, ciclovia, academia comunitária e iluminação pública –um imenso patrimônio que precisa ser cuidado não apenas pelo poder público como também pela comunidade. “É nosso, do povo, devemos estar sempre cuidando”, disse Otacílio, que de tão adepto da vida saudável decidiu vender um café medicinal.
O Parque Palheiral readequou o então caótico habitacional daquela região: 42 famílias tiveram suas moradias recuperadas e outros 40 domicílios ganharam banheiros e outros equipamentos. Iniciado pelo governador Binho Marques no âmbito das Zonas de Atendimento Prioritário (ZAPs), motor da política de urbanização das cidades acreanas naquele período, o Parque Palheiral trouxe respeito à mobilidade urbana, com a integração das ciclovias e das suas calçadas com as do Parque da Maternidade, interligando a Baixada da Sobral ao centro da cidade. “É um lugar muito bonito. Faço minha parte como cidadão”, concluiu Otacílio, que diariamente, sempre de manhã ou à tarde, rega as plantas que deixam o parque mais colorido.



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