Rio Branco
25°C
domingo, 5 de julho de 2026
19:53

Ciclistas de Boca do Acre batem recorde no segundo bate-volta à capital acreana

Não bastava ir novamente ao Acre de bicicleta, era necessário baixar o tempo da primeira viagem, que aconteceu no dia 13 de setembro. Pois bem, os ciclistas de Boca do Acre, da equipe Papaléguas, realizaram mais esse grande desafio ontem, domingo (25), e de forma inédita, foram até a capital acreana e voltaram em tempo recorde.

O tempo de 17 horas e meia para percorrer 412 quilômetros, regrediu para 16 horas e 20 minutos, calculando o tempo total, entre a saída de Boca do Acre, às 05h40, a chegada ao Acre, o retorno ao município amazonense às 22 horas, do mesmo dia.

Pneu furado na saída

A viagem começou com atraso por um pneu furado. Feito o reparo, os ciclistas se deleitaram na BR-317, pedalando por 179 quilômetros até o entroncamento com a BR-364, curvando à direita, no local conhecido por “4 Bocas”, de onde pedalaram mais 25 quilômetros até estacionarem as bicicletas no Auto Porto Correntão, logo após cruzar a placa do perímetro urbano de Rio Branco.

Foram protagonistas dessa grande realização, os ciclistas Val Zambianch, Wiiliam França, Seba Silva e Ricardinho. Este último foi recolhido ao carro de apoio, quando sua pedalada parou de render após 179 quilômetros. Segundo Ricardinho, o motivo não foi cansaço, mas as câimbras. 

Queda

Ao sair de Rio Branco, os ciclistas foram surpreendidos na BR-364, na rotatória antes da Polícia Rodoviária Federal, ao se deparar com a pista suja de óleo, o que tornou o piso escorregadio e levou os ciclistas ao chão de uma vez só. Mesmo assim, o trio subiu nas bicicletas e mesmo sentido dores, com hematomas e escoriações, seguiram viagem.

A viagem continua

O retorno foi cansativo, porque além de sentido as dores da queda, os ciclistas ainda se depararam com o vento forte soprando contra, o que diminuiu a velocidade, gerou desconforto muscular, mas não foi o suficiente para fazer os heróis desistirem do feito.

Às 22 horas de ontem, o trio de ciclistas cruzou a linha de chegada, no pórtico de entrada da cidade, com o tempo recorde acima mencionado, cumprindo o objetivo.

William cumpriu o prometido

Na primeira viagem, William França sentiu fortes câimbras após 300 quilômetros de viagem. Na matéria que anunciou a segunda edição do bate-volta, ele garantiu que estava se preparando para não desistir e cumprir todo o trajeto. E assim o fez, mesmo com dores no peito, nas pernas, entre outros incômodos, o ciclistas foi um dos que fechou a viagem pedalando.

Depoimentos

Seba Silva foi direto ao ser perguntado sobre o feito. “Não quero desmerecer ninguém, mas para fazer o que nós fizemos, por duas vezes, só nascerem outros, porque não é fácil, mas conseguimos, graças a Deus”, disse o ciclista.

Val Zambianch disse que sentiu dores durante os 206 quilômetros de volta. “Depois da queda eu vim sentindo dores de lá até aqui, foi um esforço muito grande, não pensei em desistir, pelo contrário, eu quero de novo. Eu estou feliz por ter ido novamente e ter quebrado o tempo”, falou.

A equipe recebeu o apoio do professor Danilo Teles, que se disponibilizou seu veículo para servir de suporte para os ciclistas, levando bicicletas reservas e a alimentação.

Patrocinadores

A equipe recebeu o apoio de empresários e pessoas físicas para a viagem, entre eles temos:

Adriano Munhoz – Residencial Concórdia


Dr. Arly – Hospital das Bicicletas

Pedro Muniz – Posto Atem

Andrey Lima – Spaço Profissional

Gerson Meirelles