A chuva registrada na manhã desta quarta-feira (24) voltou a expor os problemas da Estrada do Piquiá, em Boca do Acre. O trecho sem pavimentação ficou completamente escorregadio, provocando acidentes, quedas de motociclistas e até um veículo que derrapou e saiu da pista, parando em uma ribanceira.
Motoristas e moradores relatam que o trecho de aproximadamente um quilômetro se transforma em um verdadeiro lamaçal sempre que chove, dificultando o tráfego e aumentando os riscos para quem utiliza a via diariamente.
Impasse sobre a responsabilidade
A situação também reacende um antigo debate sobre quem deve realizar a pavimentação e a manutenção da estrada. Segundo informações da administração municipal, a Estrada do Piquiá teria sido incorporada como extensão da BR-317, tornando a responsabilidade pela obra do Governo Federal.
Por outro lado, o DNIT concentra atualmente suas ações na recuperação da BR-317 após o perímetro urbano, no trecho amazonense, enquanto informações de bastidores apontam que o órgão não reconheceria mais a obrigação sobre a estrada, criando um impasse que mantém a obra sem definição.
Obra inacabada e soluções temporárias
Iniciada ainda durante a gestão do ex-prefeito Zeca Cruz, a obra se arrasta há mais de três anos e permanece sem conclusão. Enquanto isso, as intervenções realizadas no local são alvo de críticas dos moradores, que afirmam que os serviços consistem apenas na retirada e reposição de barro.
Segundo a comunidade, a ausência de materiais como piçarra, brita ou pavimentação adequada faz com que qualquer chuva transforme a estrada em uma pista extremamente escorregadia, aumentando o risco de acidentes. Em ocasiões anteriores, caminhões chegaram a ficar atravessados na via, interrompendo completamente o tráfego.
Problema muda com as estações
Com a aproximação do verão amazônico, os moradores afirmam que o transtorno apenas muda de característica. Se durante o período chuvoso o principal problema é o lamaçal e o risco de derrapagens, nos meses de estiagem a preocupação passa a ser a intensa poeira levantada pelos veículos.
A população cobra uma solução definitiva para um dos principais acessos do município, evitando que o impasse entre os órgãos públicos continue colocando em risco motoristas, motociclistas e moradores que dependem diariamente da Estrada do Piquiá.




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