O governador do Amazonas, Wilson Lima (União), afirmou que as expectativas da gestão estadual são de que tanto a cheia quanto a seca de 2025 sejam leves ou moderadas, não chegando ao nível dos últimos anos. A previsão foi divulgada nesta segunda-feira (27) durante o lançamento do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.
O chefe do Executivo ressaltou que as previsões são uma fotografia do momento atual dado pela meteorologia e que podem ser alteradas caso “haja uma mudança drástica no clima”.
“Nesse momento, os rios estão dentro daquilo que a gente espera de normalidade. Nem muito seco, nem muito cheio, o que está bom. A gente não vislumbra, como eu falei, uma seca que possa comprometer, por exemplo, a produção rural, [uma cheia] que possa alagar municípios e que possa desabrigar moradores no estado do Amazonas”, disse.
Segundo Wilson Lima, o comitê será formado por 33 órgãos da administração direta e indireta do governo estadual. Com foco na política ambiental, enfrentamento às queimadas, realização de obras de infraestrutura e ações de dragagem dos rios, o comitê fará investimentos com recursos do governo federal, do Fundo Amazônia, do banco alemão KfW e outras instituições que auxiliam o governo estadual.
Precipitação
O secretário da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, mostrou dados que apontam um volume de chuvas dentro da normalidade nas áreas norte, nordeste e noroeste do Amazonas nos próximos 30 dias. Ainda assim, os especialistas consultados pelo governo ainda consideram esse número preocupante, pois o volume atual não garante a recuperação completa das bacias afetadas pela estiagem histórica de 2024.
Os dados meteorológicos mostram um baixo volume de chuvas nos países vizinhos ao Amazonas, o que gerou uma queda no nível do rio Solimões. Segundo o centro de monitoramento da Defesa Civil, esse comportamento das chuvas deve se manter até pelo menos o mês de abril, o que liga a luz de alerta no governo.
O coronel Máximo destacou que o fenômeno La Niña, que resfria as águas do oceano Pacífico e aumenta a incidência de chuvas na região amazônica, chegou atrasado e com uma intensidade muito fraca.



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