A professora Josina Queiroz, junto com estudantes do CETI Elias Mendes da Silva, levaram até a capital do Acre um trabalho importante, fundamentado na cultura, nos usos e costumes locais. A exposição aconteceu durante a realização da décima edição da mostra Viver Ciência, evento de cunho científico e educacional que acontece anualmente em Rio Branco.
Boca do Acre esteve representado através do CETI Elias Mendes da Silva, com o trabalho sobre o “Uso do saber popular na produção da rapadura para o aprendizado de química nas separações de mistura”.
Alunos do segundo do terceiro ano do ensino médio estavam no auxílio da professora. Davi Lucas Ydarra Venâncio, Caroline Pereira de Souza Apurinã, Isabely Cruz de Souza e Izabelly Viana da Silva, devidamente preparados, falaram sobre a presença e a importância da química durante a fabricação de uma das iguarias regionais.
De acordo com o aluno Davi Lucas, o trabalho tem a ver com o conhecimento científico, mas também com o saber popular. “É um elo entre o conhecimento científico e o entendimento empírico, pois precisamos valorizar a cultura popular”, disse.
A rapadura, segundo ele, tem cinco etapas de produção. A primeira é a retirada da cana, chamada de catação; a segunda é tirar as impurezas externas para colocar no engenho; a terceira é a filtração, para tirar as impurezas internas; a quarta é a evaporação, quando se coloca o caldo em um tacho até se transformar em melaço; e a quinta etapa é cristalizar e colocar em uma fôrma.
Para o aluno Davi Lucas, apresentar um trabalho na mostra Viver Ciência tem sido um grande aprendizado. Ele reconhece as dificuldades, como a questão do transporte e também a mobilidade em Rio Branco, mas destaca que a experiência tem sido positiva. “É um projeto inovador e a gente tem a possibilidade de conhecer outras pessoas”, disse.
A aluna Caroline Pereira Apurinã também destaca a importância de apresentar o trabalho na mostra Viver Ciência. “Está sendo um aprendizado muito importante e a gente acaba incentivando outras pessoas, pois é fundamental valorizar a cultura local”, afirmou.
Os bocacrenses trouxeram na bagagem, além da experiência e aprendizado de terem participado de um projeto de tamanha envergadura, condecorações por serem de outro estado, além de medalhas de honra ao mérito.
Com informações de Stalin Melo



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