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sexta-feira, 5 de junho de 2026
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Cesta-básica sobe de preço e se aproxima da metade do salário mínimo

De acordo com o levantamento feito pela Fecomércio durante o mês de abril, o preço da cesta-básica de alimentos chegará a R$598,90, afetando de maneira acentuada a população de baixa renda. Ao que tudo indica, o produto que representa a maior parte deste valor é o preço da carne.

O economista Alex Barros falou um pouco sobre a situação e como as famílias que recebem até R$2 mil podem tentar se ajustar à nova realidade. “Para quem tem um salário mínimo, a palavra é que define o estado de vida dessa pessoa é sobrevivência. Isso porque, segundo o DIEESE, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, o salário mínimo deveria ser em média R$6 mil reais.”, disse Alex.

O profissional também enfatizou que cerca de 50% da renda de um brasileiro médio é gasto com alimentação, além disso, outros 10% são gastos com produtos relacionados à habitação, como material de limpeza e contas de energia elétrica e água. Para quem não tem casa própria, ainda adiciona-se o valor do aluguel nesta conta.

Para essas pessoas, a regra deveria ser impor um valor para ser gasto com as compras mensais. “Ela não vai levar uma lista de compras pronta, ela vai estipular um valor, por exemplo, R$300 por mês, e vai ao mercado. É preciso começar a substituir produtos, trocar uma marca em detrimento da outra, baseado no valor (…) Então a pessoa vai comprar uma marca mais barata, segundo que só vai comprar o que for necessário, comprar apenas o que está dentro do orçamento, terceiro ponto é pesquisar os preços e promoções, lembrando que a marca própria dos mercados normalmente são de 45% a 60%.”, foram as dicas de Alex.

Por fim, o economista destacou três pontos que precisam ser lembrados com atenção. O primeiro deles foi a necessidade de deixar todos os gastos supérfluos, o segundo é o preço impeditivo do gás de cozinha, que já chegou a R$140, mais de 10% do salário mínimo, já o terceiro e último ponto, é uma opção para tentar melhorar as condições de vida, que seria um empreendimento de subsistência, em uma tentativa de aumentar um pouco a renda.

Fecomércio explica

O assessor da presidência do Fecomércio, Egídio Garó, reforçou o aumento, falando que, apesar de uma leve baixa nos preços ocorrida anteriormente, rapidamente os preços voltaram a subir. “Majorados e, 5,31% se comparado ao mês anterior, de janeiro para o corrente mês, a cesta básica acumulou um aumento de 8,13%, indicando sinal de aumento para os próximos meses”, explicou o assessor Garó.

Ainda segundo Egídio, a alta nos preços se deve a situação fragilizada da economia nacional, que acaba por refletir nos preços praticados nos supermercados. “A inflação e a alta dos custos de importação dos insumos impulsionam o aumento dos preços, bem como o preço dos combustíveis, que também causa um impacto considerável na composição dos preços dos itens que compõem a cesta-basica”, esclarece ele.

De acordo com levantamento feito baseado nos preços de prateleira dos produtos, o novo valor da cesta básica deve flutuar entre R$550,71 e R$637,39,  o que representa valores aproximados de 40% a 50% do salário mínimo.