Em 2024, o Acre registrou um aumento alarmante de 66,66% nos casos de violência contra idosos em comparação com o ano anterior. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indicam um crescimento significativo nas denúncias de abandono, violência física, psicológica e financeira contra pessoas com 60 anos ou mais.
Até 10 de junho deste ano, o estado contabilizou 225 denúncias, em contraste com as 136 registradas no mesmo período de 2023. No total, foram 78.185 denúncias em todo o Brasil.
A população idosa no Acre, atualmente 9,44% do total, está projetada para quase dobrar nos próximos dez anos, agravando a urgência de políticas eficazes de proteção.
Dentre os agressores, homens compõem 50,66% e pessoas pardas 42,22%, com a faixa etária predominante entre 40 e 44 anos.
Para combater esses abusos, a vereadora Lene Petecão implementou a campanha “Junho Violeta” em 2020, visando conscientizar e educar a população sobre os direitos dos idosos. Este ano, uma nova lei focada na proteção financeira dos idosos foi sancionada, estabelecendo procedimentos mais rígidos para prevenir a exploração patrimonial e financeira.
A diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes, destacou a importância dessa legislação, que visa proteger os idosos de práticas abusivas, como antecipação de herança e movimentação indevida de contas bancárias.
Além das penalidades previstas para crimes contra idosos, incluindo a detenção por abandono, a nova lei reforça a proteção legal deste grupo vulnerável, demonstrando o compromisso do estado em assegurar seus direitos e dignidade.


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