O Acre registrou aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2024, de acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Entre janeiro e novembro, foram contabilizados 2.746 casos, contra 2.607 no mesmo período do ano passado, indicando uma elevação de 5,3%. Idosos acima de 60 anos e crianças de até 9 anos seguem como as populações mais vulneráveis.
Os dados foram coletados nas Unidades Sentinelas do estado, como a UPA do 2º Distrito, em Rio Branco, o Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, e a UPA Jacques Pereira, em Cruzeiro do Sul, além de unidades de internação para SRAG.
Rio Branco lidera em notificações, com 1.128 casos, seguida por Cruzeiro do Sul, com 480, e Mâncio Lima, com 219. Em contrapartida, os municípios de Porto Walter (11 casos), Epitaciolândia e Plácido de Castro (12 casos cada) apresentaram os índices mais baixos.
Síndromes gripais apresentam queda, mas jovens são mais afetados
Em contrapartida ao aumento dos casos graves, as notificações de Síndrome Gripal tiveram queda em 2024. De janeiro a novembro, foram registrados 23.358 casos, ante 26.979 no mesmo período de 2023, uma redução de 13,4%. Apesar da melhora nos números, adultos jovens entre 20 e 29 anos foram os mais afetados neste ano, segundo o boletim.
Baixa vacinação preocupa autoridades de saúde
O boletim também destacou a baixa cobertura vacinal contra a gripe no estado. Até novembro, apenas 17% da população-alvo foi imunizada, um índice preocupante para autoridades sanitárias. Nenhum dos 22 municípios acreanos atingiu 50% da meta.
Os dados apontam que municípios isolados, como Porto Walter (47,53%) e Jordão (37,34%), lideram em cobertura, enquanto cidades mais populosas, como Rio Branco, ficaram abaixo da média.
A campanha de vacinação, que deveria ter terminado em outubro, foi prorrogada até 31 de janeiro de 2025 para tentar ampliar o alcance. A população-alvo da campanha é de 311.069 pessoas, mas o esforço ainda enfrenta baixa adesão.
Secretário reforça importância da vacinação
O secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, alertou para a gravidade das síndromes respiratórias e reforçou o papel da vacinação como estratégia de prevenção.
“Reforçamos a vacinação contra a influenza, considerando que é uma das medidas de maior importância para proteger contra a doença, suas complicações e óbitos, além de contribuir para a redução da circulação viral na população em geral, especialmente entre os indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco”, afirmou.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Acre, Renata Quiles, também destacou a urgência de a população buscar os postos de saúde. “É fundamental que a população não deixe para se vacinar de última hora, principalmente com a chegada do inverno amazônico”, ressaltou.


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