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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Caso PM Gisele: pergunta feita à psicóloga antes da morte levanta suspeitas

A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos após o depoimento de uma psicóloga da corporação, que revelou uma preocupação expressa pela vítima antes do crime.

Segundo o relato, Gisele teria questionado se o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, teria “coragem de matá-la”, evidenciando um temor crescente em relação ao comportamento do companheiro.

Amiga da soldado desde 2022, a psicóloga afirmou que a policial relatava episódios frequentes de agressividade e comportamento controlador por parte do marido. A relação entre as duas era descrita como próxima, semelhante a de mãe e filha.

De acordo com o depoimento, o relacionamento era conturbado e marcado por insistência do oficial em manter a convivência, mesmo diante de tentativas de separação. A psicóloga classificou o comportamento dele como obsessivo e manipulador.

Relatos de controle e agressividade

Entre os episódios mencionados, estão situações em que o militar teria monitorado a rotina da esposa, frequentado o quartel para observá-la e interferido em suas atividades profissionais.

Também há relatos de tentativas de controle sobre a aparência de Gisele, incluindo críticas ao uso de maquiagem, uniforme e roupas do dia a dia.

Segundo a psicóloga, a policial demonstrava preocupação com a filha de sete anos e evitava deixá-la sozinha com o padrasto. Mesmo cogitando o divórcio, ela temia os impactos da separação na vida da criança.

Investigação aponta inconsistências

A perícia indica que o crime pode ter ocorrido em etapas, com sinais de luta corporal antes do disparo fatal. Marcas no corpo da vítima reforçam a hipótese de imobilização e violência física.

Outro ponto levantado foi a impossibilidade de a própria vítima alcançar a arma utilizada, guardada em local elevado, o que contraria a versão inicial de suicídio.

Além disso, a conduta do suspeito após o ocorrido como alteração da cena e falta de preservação de vestígios também é analisada pelas autoridades.

Com base nas evidências, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo, e o oficial segue preso preventivamente enquanto o caso continua sob investigação.

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