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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Caso Nicolly: jovens escreveram ‘PCC’ no corpo da vítima esquartejada para despistar a polícia

O corpo de Nicolly Fernanda Pogere, de 15 anos, foi encontrado esquartejado e enrolado em uma lona dentro de um lago em Hortolândia, São Paulo, na tarde de sexta-feira (18). Uma inscrição nas costas com as iniciais “PCC” intrigou os investigadores.

Sem os membros superiores e inferiores, a vítima apresentava diversas perfurações por arma branca e “sinais evidentes de violência extrema”, segundo a Polícia Civil.

A perícia ainda apontou trauma cranioencefálico e cortes profundos no abdômen. Os suspeitos colocaram pedras dentro da lona, com o objetivo de ocultar o cadáver submerso no lago.

Apesar da inscrição com a sigla PCC (Primeiro Comando da Capital) no corpo de Nicolly, o delegado José Regino Melo Lages Filho descarta o envolvimento da facção.

Ele acredita ser, na verdade, uma “tentativa deliberada de disfarçar a motivação real do crime, simulando possível relação com organização criminosa”.

Ex-namorado de Nicolly e atual parceira dele confessam assassinato brutal

Dois adolescentes de 17 e 14 anos confessaram o crime após serem apreendidos no domingo (20). O ex-namorado de Nicolly e a nova companheira dele foram encontrados em Cornélio Procópio, no Paraná, a partir de uma denúncia anônima.

O casal estava escondido na casa da avó materna do garoto, que teria auxiliado a fuga. A Justiça determinou a internação provisória de ambos os suspeitos, pelo prazo de 45 dias.

O pai do ex-namorado da Nicolly reconheceu a lona e os lençóis usados para enrolar o corpo da vítima. A polícia encontrou vestígios de sangue na casa do garoto.

Após o crime, o suspeito enviou mensagem ao pai para justificar a fuga. “Estou bem, não fiz nada, eu juro. Tem uns caras de São Paulo me mandando mensagem, falando que vão me matar. Por isso, fugi”, afirmou.

Em resposta, o pai incentivou o filho a se apresentar à Polícia Civil: “Filho, se não fez nada, vem para casa. Se apresenta na delegacia”.

A adolescente de 15 anos estava desaparecida desde 12 de julho. Ela estudou com o suspeito durante a infância em Hortolândia e, quando a família se mudou para a cidade Mococa, iniciou um relacionamento à distância com ele.

“Eles se conheciam desde pequenos, estudaram juntos na época que morei em Hortolândia, nunca foi um estranho. Ele se fez de bom, falava bem, educado, me chamava de senhora, parecia ser uma pessoa tranquila, até que depois que Nicolly desapareceu fomos descobrindo os podres desse menino e dessa ex-namorada dele”, revelou a mãe da vítima, Pit Magrin, nas redes sociais.

Nicolly foi visitar o avô em Hortolândia em 29 de junho e aproveitou para encontrar o namorado. Ela deveria retornar para a casa do avô em 14 de julho, mas não parou de responder às mensagens e ligações.
Os familiares entraram em contato com o namorado, que alegou que a jovem havia deixado sua casa em 12 de junho e que os dois haviam terminado o relacionamento. O caso é investigado como feminicídio.

“A pior dor que uma mãe pode passar. Luto eterno! Você será amada e lembrada para sempre meu amor, minha princesa, minha riqueza, meu tudo. Justiça seja feita para esses monstros e todos que acobertaram. Nada vai te trazer pra mamãe de volta, mas vamos lutar por justiça”, declarou a mãe.

Fonte: NDMais