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segunda-feira, 22 de junho de 2026
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Caso Dr. Bumbum expõe busca de brasileiras por cirurgias na Bolívia

Caso Dr. Bumbum expõe busca de brasileiras por cirurgias na Bolívia

Prática de levar grupos para cirurgias em outros países é ilegal

O caso Dr. Bumbum, no Rio de Janeiro, reacendeu uma velha discussão sobre os procedimentos médicos estéticos. E trouxe à luz, mais uma vez, que brasileiras continuam buscando melhorar sua condição estética fora do Brasil, especialmente em países vizinhos como Colômbia e Bolívia. Em boa parte das vezes, essas mulheres vivem nos Estados próximos à fronteira – os pacientes que chegam à Bolívia vêm, em sua maioria, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia, enquanto no caso da Colômbia, de Roraima ou do Amazonas.

Em entrevista à BBC News, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) disse que a prática de levar grupos de brasileiros para fazer cirurgias plásticas em outros países é ilegal. “Eles aliciam as pessoas. Trata-se quase de um trá fico de pacientes. Há um interesse exclusivamente mercantil. Fazem do paciente objeto de mercancia”, afirmou Denis Calazans, secretário-geral da entidade.

Em 2017, o portal Olhar Direto, de Cuiabá, apurou que uma cirurgia de implante de silicone e lipoaspiração custava em média R$ 5 mil. Já em Cuiabá, somente o implante de uma prótese de silicone não saia por menos de R$ 12 mil. “Atraídas pelos preços baixos, muitas mulheres vão juntas até a Bolívia. Existem também agenciadoras que atraem pelo Facebook pacientes que buscam melhorar a autoestima”, relatou o Olhar Direto. No Facebook é possível encontrar informações sobre esses procedimentos na Bolívia e em outros países vizinhos.  Ainda segundo o Olhar Direto, no Brasil uma consulta com um cirurgião custava, no ano passado, em média R$ 300, enquanto nas clínicas de Santa Cruz de La Sierra, tudo é feito via Whastapp. Outra ‘modernidade’ adotada pelas clínicas é o ‘pacotão’ de cirurgias. Pagando por duas cirurgias, a paciente ganhava uma terceira de brinde.