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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Capitão da PM-AM é afastado sob acusação de liderar organização criminosa

O capitão Francisco Bruno Furtado foi afastado da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), conforme determinação do comandante-geral, Marcos Klinger dos Santos Paiva, publicada no Diário Oficial. Principal alvo da “Operação Joeira”, Furtado havia se entregado à Justiça em 15 de novembro de 2024, após mandado de prisão. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) aponta o ex-comandante da PM em Boca do Acre como chefe de uma organização criminosa envolvida em furto qualificado, falsidade ideológica, peculato e corrupção passiva.

A investigação revelou que o grupo liderado por Furtado utilizava cargos públicos para obter vantagens ilícitas e desviar recursos. A denúncia cita a prática de rachadinhas e envolve outros quatro policiais militares, também afastados da corporação.


Outras investigações

Além das acusações na Operação Joeira, Furtado responde a outro processo relacionado à grilagem de terras na fazenda Polatina, em parceria com o pecuarista Sidney Zamorra. O local tem sido palco de conflitos entre posseiros e seguranças armados.

Operação Joeira

Durante a operação, que contou com apoio da Polícia Civil e da PM-AM, foram apreendidos bens de luxo e mais de R$ 30 mil em um condomínio de alto padrão em Manaus. Materiais com características de substâncias entorpecentes também foram encontrados.

O MPAM obteve medidas assecuratórias superiores a R$ 1 milhão, com o objetivo de reparar danos causados, incluindo prejuízos ao Estado do Amazonas.